Todo início de ano Londrina enfrenta um problema crônico: a falta de vagas nos Centros de Educação Infantil (CEIs). Segundo a Secretaria Municipal de Educação, atualmente cerca de 3,8 mil crianças estão na fila de espera, apesar dos 11 CEIs e das 66 instituições filantrópicas conveniadas com a Prefeitura.
De acordo com a diretora de Apoio Educacional da Secretaria de Educação, Daniela Zanoni Lima, os CEIs municipais e filantrópicos estão ofertando cerca de 2,9 mil vagas, mas pontuais. ''Há unidades com matrículas fechadas. Outras que possuem algumas vagas nos berçários, mas na Educação Infantil já estão todas preenchidas'', observa. De acordo com Daniela, até agora foram efetuadas 5.305 rematrículas. As matrículas de novos alunos serão realizadas de 9 a 13 de fevereiro. As aulas iniciam na próxima segunda-feira.
O Centro de Educação Infantil Valéria Veronesi (Centro) possui capacidade para 265 crianças. O CEI é muito procurado por moradores de bairros que trabalham na região central. ''Ainda existe aquela idéia de que a escola localizada no Centro é de melhor qualidade. Muitos pais preferem tirar o filho mais cedo da cama, enfrentar ônibus lotado para que a criança estude aqui, mesmo existindo vagas nas creches dos bairros'', critica a coordenadora Cristiane Martins Kussima. Conforme a diretora de Apoio Educacional, os CEIs da área central e da Zona Norte são os que apresentam maior demanda.
Nas instituições filantrópicas a situação é um pouco mais tranquila. Na CEI Josefina da Cruz, no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste de Londrina), há 16 vagas para a Educação Infantil 6 (EI6, antigo pré 3). ''Já para as crianças de dois, três e quatro anos existem poucas vagas'', comenta a diretora Joana Pereira dos Santos. Segundo ela, a procura intensifica-se em março, quando muitas mães são chamadas para trabalhar. O CEI possui parceria com a Prefeitura e recebe doações de voluntários. ''Temos espaço físico para atender até 500 crianças, mas por enquanto não há como viabilizar o aumento de vagas'', revela.
Já o Centro de Educação Infantil Tia Maria Julia, na Vila Nova (Área Central), possui capacidade para atender 70 crianças e até agora foram confirmadas as matrículas de 44. Por enquanto, há vagas para todas as turmas - EI3, EI4, e EI5. ''A maioria dos alunos do CEI reside em bairros distantes'', informa a coordenadora Sueli de Fátima Braz. O CEI Pequena Casa de Nazaré, no Jardim Leste-Oeste (Zona Oeste), disponibiliza 16 vagas para o pré 1. Porém, segundo a coordenadora, Irmã Maria Eunice, a expectativa é que as vagas sejam preechidas já na próxima semana, quando começam as matrículas.

Pre­fei­tu­ra dis­cu­te par­ce­ria com es­co­las par­ti­cu­la­res
  Re­pre­sen­tan­tes da pre­fei­tu­ra se reu­ni­ram com re­pre­sen­tan­tes das 155 ins­ti­tui­ções par­ti­cu­la­res do mu­ni­cí­pio. En­tre as al­ter­na­ti­vas dis­cu­ti­das es­tão a tro­ca de ser­vi­ço por isen­ção de al­guns im­pos­tos – ISS e IP­TU – e o re­pas­se de re­cur­sos co­mo os que ho­je são di­re­cio­na­dos às ins­ti­tui­ções fi­lan­tró­pi­cas, que têm um va­lor por co­ta/alu­no. ‘‘Es­ta­mos ven­do se ju­ri­di­ca­men­te é pos­sí­vel com­prar va­gas nas es­co­las par­ti­cu­la­res. O Mu­ni­cí­pio re­pas­sa R$ 125 por crian­ça ma­tri­cu­la­da no ber­çá­rio e de R$ 80 a R$ 90 por alu­no do pré, ­além de gê­ne­ros ali­men­tí­cios pa­ra com­ple­men­tar uma ­refeição’’, ex­pli­ca o se­cre­tá­rio de Edu­ca­ção, Dir­ceu Vi­van.
  De acor­do com o se­cre­tá­rio, um pro­je­to de lei po­de ser en­via­do à Câ­ma­ra de Ve­rea­do­res pa­ra via­bi­li­zar es­sas par­ce­rias. ‘‘As es­co­las par­ti­cu­la­res tam­bém pos­suem uma dí­vi­da so­cial e os re­pre­sen­tan­tes mos­tra­ram-se re­cep­ti­vos às ­ideias.’’
  A se­cre­ta­ria tam­bém es­tá dis­cu­tin­do a im­plan­ta­ção de um sis­te­ma pa­ra dis­po­ni­bi­li­zar em re­de o ca­das­tro de va­gas. ‘‘Ho­je há ca­sos de du­pli­ci­da­de de ca­das­tro, com ­mães co­lo­can­do o no­me do fi­lho na lis­ta de uma cre­che no cen­tro e tam­bém no bair­ro on­de re­si­de.’’. (C.V)

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