35% dos pacientes têm até 4 anos
Levantamento realizado pelo Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), da UEL, no último ano mostrou que 148 famílias tiveram uma criança de até 14 anos internada, vítima de queimaduras de primeiro, segundo ou terceiro graus. Nesse período, três crianças morreram em consequência dos ferimentos.
Conforme a enfermeira Elza Anami, até 35% dos pacientes atendidos pelo HU são crianças com idade entre 3 e 4 anos, vítimas de queimaduras de segundo grau, decorrentes de acidentes domésticos.
Entre os adultos, a faixa etária predominante é de 35 anos e as queimaduras também são acidentais, envolvendo, principalmente, o mau uso de álcool líquido.
As crianças com até quatro anos ainda estão descobrindo o ambiente, são hiperativas, não sentem medo e, normalmente, estão sempre perto do cuidador durante o preparo de alimentos, o que aumenta o fator de risco de queimaduras, explicou a enfermeira, destacando que o maior índice de acidentes com crianças acontece na cozinha.
E como a criança é pequena, o líquido cai de cima para baixo, atingindo principalmente face e tronco, completou Elza, reforçando que basta um piscar de olhos para um acidente acontecer: Pais conhecem as informações mas não praticam a prevenção. Ela lembrou que o cuidado nas primeiras 24 horas após a queimadura é fundamental para evitar a morbidade e a mortalidade.
No Paraná existem hoje apenas dois centros de tratamento de queimados: no Hospital Evangélico de Curitiba e no HU de Londrina, que conta com 16 leitos. De acordo com Elza, a demanda supera a oferta de leitos e há fila de espera: Creio que a região Oeste também mereceria um centro, já que muitos pacientes de Foz e Cascavel são tratados em Londrina. (M.G.)





