300 mil alunos são avaliados no Paraná
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 
Um teste para diagnosticar a educação básica no Paraná. Foi com esse objetivo que a Secretaria de Estado de Educação (Seed) aplicou em cerca de 300 mil alunos de 2,1 mil escolas da rede estadual uma prova com 26 questões objetivas das disciplinas de matemática e 26 questões de português.
A prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica do Paraná (Saep) foi aplicada para alunos do 9º ano do ensino fundamental, do 3º ano do ensino médio, último ano do ensino médio técnico e de formação de docentes. O objetivo é medir a aprendizagem dos estudantes e subsidiar os professores na prática docente, facilitando a formulação e o monitoramento de políticas educacionais.
''O que difere o Saep das avaliações em grande escala, como o Enem e a Prova Brasil, é o diagnóstico enquanto o aluno ainda está em nossa rede. Dessa forma, podemos atender e intervir nas dificuldades identificadas'', explica a superintendente da Educação da secretaria, Meroujy Cavet.
A partir de 2013, o Saep será aplicado duas vezes ao ano, nos meses de março e novembro, e incluirá outras séries e outras disciplinas. ''No ano que vem, a avaliação será para os alunos do 6º ano do ensino fundamental e 1º ano do ensino médio. São estudantes que estão entrando na rede e, portanto, poderemos avaliá-los quando chegam para nossas salas de aula e como terminarão o ano para seguir os estudos'', ressalta.
A ação, segundo Meroujy, custa cerca de R$ 8 milhões ao governo estadual, contemplando desde os custos de material quanto de aplicação. ''O resultado da avaliação de hoje sai em janeiro de 2013. Com isso, as escolas poderão utilizar os cadernos de resultados no planejamento inicial, durante a semana pedagógica do próximo ano'', afirma.
Os alunos não são obrigados a realizar a prova, segundo a superintendente, mas a participação é imporpara que o resultado seja satisfatório e reflita a realidade de cada escola. ''Essa prova não vai intervir no resultado final do aluno, ou seja, ele não vai passar ou reprovar de ano por conta dessa avaliação. Eles estão apenas colaborando para o diagnóstico da educação básica no estado.''
No Instituto de Educação Estadual de Londrina (Ieel), apenas oito alunos não fizeram a avaliação. Segundo a diretora geral Rosicler Bueno, ''se houver eficiência em todo o processo, o Saep só vem a somar. A escola vai poder trabalhar melhor porque terá conhecimento das deficiências de aprendizado. Com isso, tanto os professores quanto diretores, vão saber onde corrigir.''
De acordo com a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina, Lúcia Cortez, cerca de 90% dos estudantes em Londrina fizeram a prova. ''Aqueles que não realizaram é porque faltaram à escola'', diz. ''O Saep é uma ótima oportunidade para atender as especificidades de cada região. É uma avaliação do nosso estado, de acordo com nossas diretrizes e expectativas, que fornecerá uma amostra muito grande do aprendizado de nossos alunos'', comenta.


