300 curiosos
observaram ação
durante toda noite
‘‘Nunca vi uma coisa como esta’’, afirmou o desempregado Eduardo Morguetti. Parado atrás do cordão de isolamento da Polícia Militar, Morguetti fez parte ao grande coro de curiosos que assistiram a noite toda a ação das polícias. ‘‘A cidade sempre foi pacífica’’, contou. ‘‘Tanto que nunca vi assaltos’’, disse.
Durante todo o sequestro, um grupo de 300 pessoas manteve-se nas ruas periféricas. Os curiosos aproveitavam da hospitalidade dos moradores da região para entrar nas casas e até pedir para usar os banheiros. ‘‘Veio gente de tudo que é lado’’, disse Dona Neuza Silveira, moradora próxima da casa invadida. ‘‘Dentro do possível, a gente foi atendendo todos’’, disse ela, afirmando que ficou com a casa suja.
Ela lembrou que as pessoas participavam de cada lance do sequestro. ‘‘Com eles, a gente soube novidades das meninas’’, disse. Os curiosos formavam torcidas, emocionando cada vez que a polícia ligava as sirenes.
O sequestro provocou também alguma sensação de insegurança em algumas pessoas. Rosa Guimarães disse que agora vai se preocupar com a segurança.

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