Curitiba - De acordo com a Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), 29% dos hospitais não possuem os chamados Serviços ou Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH e CCIH). São eles que realizam a vigilância de microrganismo, controlam os causadores de infecções e desenvolvem políticas internas de prevenção. De acordo com a Sesa, o Paraná tem hoje 499 hospitais.
A maior incidência de hospitais que não realizam o controle de infecções está no interior do Estado, em instituições de menor porte, onde o volume de procedimentos complexos (mais vulneráveis à infecções) é pequeno. Por isso, de acordo com a secretaria, não há uma relação entre o número de infecções e os hospitais sem comissão. Além disso, um hospital sem CCIH não tem como detectar possíveis infecções. No restante dos 71% dos hospitais com comissões formadas, 89% deles possuem comissões atuantes, segundo a Secretaria de Saúde.
Para Maria Aida Meda, chefe da divisão de Vigilância Sanitária e Serviços da Sesa, o número de 71% de instituições de saúde com CCIH é razoável se comparado a outros estados. Ela reitera, no entanto, que o ideal seriam todos hospitais possuírem suas comissões, como determina a legislação. As CCIH são de responsabilidade dos próprios hospitais, que por sua vez são fiscalizados pelas Vigilância Sanitária.
De acordo com Maria Aida, não há falta de fiscalização. Segundo ela, o órgão faz seu trabalho, mas muitos hospitais não atendem à determinação. Nesses casos, podem receber multas ou serem interditados. Ela cita vários motivos para a ausência de profisssionais que controlem infecções, desde de economia de recursos até a evasão de profissionais da área médica no interior.
Uma das medidas da Secretaria de Estado de Saúde para mapear o problema é a implantação do Sistema On-line de Notificação de Infecções Hospitalares (Sonih), em que os próprios hospitais vão informar suas taxas de infecção. De acordo com Ana Maria Manzochi, farmacêutica responsável pelo Programa de Infecção Hospitalar do Estado, o sistema vai permitir que os hospitais comparem as taxas de infecção de forma mais ágil. O sistema deve estar no ar a partir do dia 15 de maio.
Para o presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar), Renato Merolli,®MDBO¯ ®MDNM¯os hospitais deixariam de atender a®MDBO¯ ®MDNM¯legislação por problemas econômicos. ''Os hospitais encontram enormes dificuldades até para o pagamento de seus profissionais'', disse.
A presidente da Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar, Maria Edutania Skroski Castro, concorda que o fator financeiro é considerável,
mas resslta que o que poderia ser encarado em um primeiro momento como custo acaba gerando economia. ''Tratar infecções custa caro'', alerta.

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