Os contribuintes paranaenses não devem ser afetados pelo ‘‘bug’’ do milênio. É que 30% do sistema de informática do Estado já foi adaptado para a virada das datas no ano 2000 e a previsão é de que o trabalho termine em julho do ano que vem. Essa adaptação vai evitar que os computadores ‘reconheçam’ a data como 1900, deixando de processar cobranças e pagamentos. Mas as empresas devem se apressar para fazer o mesmo, pois os profissionais estão sendo ‘‘exportados’’ para fazer esse trabalho em outros países.
A neutralização do sistema do Estado é feita pela Companhia de Informática do Paraná (Celepar). Segundo o diretor técnico e presidente em exercício da Celepar, Danilo Scalet, ‘‘o processo deve terminar até julho de 1999 a um custo de U$ 10 milhões para os cofres públicos’’.
Scalet acredita que a pouca preocupação de algumas empresas em relação ao problema pode causar prejuízos e até mesmo ‘quebrar’ algumas delas se o assunto não for tratado com urgência. Segundo o diretor, os bancos, as financeiras e as seguradoras devem ser os principais afetados pela mudança, entretanto as médias e até mesmo as pequenas empresas também devem ser atingidas. Estes usuários devemprocurar a empresa que desenvolveu os programas específicos, para se informar se o programa está adaptado ou não para a virada do século.
Aos usuários domésticos, Scalet aconselha a colocação da data do ano 2000 para ver se o computador funciona. Outras dúvidas podem ser esclarecidas pela internet no site www:pr.gov.br/ano2000.
Scalet disse que muitos profissionais estão sendo recrutados no Brasil para trabalhar nos Estados Unidos e que isto deve trazer problemas para quem deixar para se adequar no ano de 1999. Ele ressaltou que o sistema não pode ser adaptado em um curto espaço de tempo. ‘‘Devemos comercializar algumas ferramentas desenvolvidas por nós para diminuir os custos do investimento’’, disse.

Encontro - O ‘‘bug’’ do milênio e suas implicações foram o tema de um encontro que começou ontem, em Curitiba, com a participação de representantes de 20 estados brasileiros. O evento está acontecendo durante a reunião dos diretores técnicos da Associação Brasileira de Empresas Estaduais de Processamento de Dados (Abep), que discute a criação do ‘Help-Desk’, para atender aos usuários dos sistemas de informática do governo.
Os diretores também estão discutindo a troca de dados entre os governos estaduais nas áreas de saúde e impostos, aos moldes do que já acontece com a segurança pública, em que todos os estados estão interligados. Eles analisaram as implicações jurídicas para as empresas que prejudicarem seus clientes por não se adequarem.

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