'30 de agosto fica marcado para o resto das nossas vidas'
Curitiba Em todo trajeto, os professores esbanjaram bom-humor e muitas críticas a todos os governos estaduais. Manifestantes com narizes de palhaço se misturavam em meio a faixas de reivindicação e ''alas'' fantasiadas. Um grupo vestiu-se de policial, em alusão à agressão sofrida pelso professores pela Polícia Militar do governo Álvaro Dias (PSDB) em 30 de agosto de 1988. Outro trazia faixas lembrando os problemas do governo Jaime Lerner (PSB) e outra ala, ainda, carregava um caixão, com cartazes de promessas não cumpridas pelo atual governador Roberto Requião (PMDB).
''Aquele 30 de agosto ficou marcado para o resto das nossas vidas. Um governo deve olhar mais pelos seus professores, que muitas vezes educam uma cidade inteira'', lamenta a professora aposentada Terezinha de Jesus Ferreira, 70 anos, 30 como docente no Colégio Estadual Julia de Odorico, em Ponta Grossa, referindo-se ao que aconteceu em 30 de agosto de 1988.
Naquela manhã, os professores faziam uma manifestação na praça Nossa Senhora da Salete, em frente ao Palácio, para reivindicar melhorias salariais. O professor Sérgio Marson, 60 anos relembra aquele dia. ''Eu estava na praça. A PM forçou a barra para desativar um som, com arbitrariedade, o pesoal reagiu e começou a confusão. De repente eles vieram com cavalos e bombas de gás lacrimogêneo em cima do público'', conta, afirmando que tudo começou por ''precipitação da PM''. (M.G.)





