De todas as ligações recebidas pelo Samu, 30% são trotes, informou o coordenador da Central de Leitos de Londrina e médico do Samu, Alessandro Sella. Grande parte dos telefonemas é feita por crianças, por isso, o serviço mantém o projeto ''Samuzinho na Escola'', destinado a orientar os estudantes sobre o uso racional do serviço e sensibilizar sobre o risco dos trotes.
De acordo com o médico, a maioria das falsas chamadas é identificada antes da mobilização das equipes. ''Mas perdemos tempo e congestionamos linhas telefônicas com esse comportamento'', afirmou. Os trotes mais elaborados, geralmente arquitetados por adolescentes, acabam convencendo os médicos reguladores a enviarem a ambulância ao local solicitado, causando ainda mais prejuízos. ''Nesses casos, deixamos de atender pessoas que realmente estejam correndo risco de vida.''
O médico orientou as crianças que o Samu deve ser chamado em caso de falta de ar, dor no peito, dificuldade para falar, desmaios, perda de movimentos em uma parte do corpo, queimaduras, choques, parto iminente ou agressividade, entre outros exemplos. ''É sempre necessário informar o local da emergência e a situação em que o paciente se encontra''. (C.A.)

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