Mais uma estrada secundária está sendo usada para desviar da praça de pegágio na BR-277 entre Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu, região Oeste do Estado. O trecho tem cerca de cinco quilômetros e sai próximo da Cotrefal, Cooperativa Agropecuária Três Fronteiras. O desvio, localizado aproximadamente 3 quilômetros antes da praça, soma-se ao caminho alternativo da Fazenda Mitacoré, ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
O desvio da Mitacoré já foi bloqueado duas vezes pelo comando da Polícia Militar a mando da diretoria da Rodovia das Cataratas, concessionária do trecho da 277. Nas duas oportunidades, integrantes do movimento removeram os bloqueios alegando que prejudicavam o acesso de tratores. O MST é acusado de cobrar taxas dos motoristas que usam o desvio. Lideranças do movimento negam a acusação e alegam que apenas pedem ‘‘uma contribuição voluntária’’.
Na última segunda-feira, o motorista de caminhão Valdir Muller de Moraes, 58 anos, tombou sua carreta quando tentava fazer a conversão e entrar no novo caminho alternativo. Segundo Moraes, que pagaria R$ 13,00 de pedágio, o valor é alto demais. ‘‘Você sabe quanto custa uma viagem de Foz a Paranaguá?’’, perguntou. ‘‘Eu gastaria R$ 260,00 para fazer esse percurso. É muito dinheiro.’’ Valdir estava levando um carregamento de soja até Curitiba e quis economizar fugindo das tarifas.

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