26 presos são do PCC
Ontem de manhã, o diretor do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), major Raul Vidal, participou de uma reunião de emergência realizada na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ele levou uma lista com nomes de presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Major Raul reafirmou que não houve mudanças nos procedimentos dentro da unidade que pudessem motivar qualquer tipo de protesto e que a rotina no CDR ''está mais calma do que nunca''.
''Difícil ter sido ordem do PCC porque a facção normalmente assume seus atentados e sempre reivindica algo'', comentou Vidal, citando que a unidade abriga, hoje, 26 presos ligados ao PCC em uma ala separada dos demais detentos. O CDR foi inaugurado há três anos e conta com a mesma diretoria. Ao todo, a capacidade da unidade é de 928 presos e abriga 943 detentos.
''Todo preso cumpre com seus deveres e também tem seus direitos atendidos'', enfatizou o diretor, destacando que a proibição do uso de celulares é a regra mais rígida e que mais gera reclamações de presos dentro da unidade prisional.
Malícia
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Londrina (Sinttrol), João Batista da Silva, é preciso cautela para não expor a categoria a uma situação de confronto direto com os marginais. ''Eles estão usando os motoristas como mensageiros, mas estão tendo respeito. Se confrontarmos o grupo, podemos piorar a situação.''
Ele garantiu que a postura do sindicato ainda é de cobrança de segurança às autoridades competentes e citou que mesmo com a diminuição do número de assaltos após a retirada dos cobradores dos ônibus à noite, a violência ainda é preocupante. ''Orientamos os motoristas a terem atenção, cautela e malícia para não entrar em confronto direto com agressores'', acrescentou Silva. (M.G.)





