26 aguardam transferência para CMP
Levantamento realizado junto ao Centro de Observação Criminológica e Triagem (COT) do Paraná indica que 26 pessoas em todo Estado aguardam transferência ao Complexo Médico-Penal. O número é pouco expressivo mas não menos relevante, dada a importância de terem acesso a tratamento. Enquanto aguardam transferência, permanecem detidos em distritos e penitenciárias comuns, com presos regulares e sem o atendimento adequado.
Não existem projetos terapêuticos específicos para eles. Além da dificuldade de convivência com os demais presos, necessitam de acompanhamento de medicação, cuja administração é de-licada, diz a psicóloga da Penitenciária Estadual de Foz de Iguaçu (PEF), Karine Belmont Chaves. O mesmo acontece na Casa de Custódia de Londrina. Pela ausência de psiquiatra na unidade, quando em crise, têm de ser deslocado para outra unidade ou Caps. Já aconteceram situações de agressão a agentes e detentos, comenta a psicóloga Juliana Zanuto de Resende.
Apesar do CMP ter capacidade para 600 internos, atende atualmente 673 presos, sendo 427 cumprindo medida de segurança, além de outros 246 de diversas patologias clínicas. As doenças mentais mais comuns na unidade são esquizorenia, retardo mental, doença mental e orgânica (epilepsia) e dependência de drogas. O vice-diretor da instituição, Gilmar Kaminski, afirma que fila de espera não significa falta de vagas e diz desconhecer cumprimento de medidas fora do CMP. Temos que atender todos os casos que foram julgados, completa.
Londrina
Na CCL existem três presos condenados à medida, que apresentam alterações significativas de personalidade, e três provisórios que aguardam sentença e que demonstram quadro de doença mental. Em um dos casos foi pedida a transferência para CMP em abril deste ano. Na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), cinco condenados aguardam vaga no CMP. Outros cinco cumprem liberdade vigiada junto ao Patronato de Londrina. (M.T.)





