Cerca de 250 mil pessoas devem circular no dia de Finados pelos quatro cemitérios municipais de Curitiba, onde estão concentrados 70% dos túmulos existentes na cidade. O departamento de serviços especiais da Secretaria do Meio Ambiente colocará 100 funcionários de plantão a partir da véspera do feriado para prestar atendimento à população que se dirigir aos cemitérios.
O departamento já montou um esquema na Central de Luto para atender aos pedidos de entidades religiosas que queiram promover cultos nos cemitérios. Apesar do esquema montado, o movimento de frequentadores no feriado de Finados vem caindo a cada ano, afirma o diretor do Departamento de Serviços Especiais, Paulo Polati.
‘‘Muitas pessoas acabam antecipando a limpeza e fazem a visita antes do dia de Finados para aproveitar o feriado’’, diz Polati. Mas quem optar para fazer a visita na última hora e se complicar para localizar um túmulo no cemitério municipal São Francisco de Paula, por exemplo, pode ter a ajuda da tecnologia para não ficar perdido.
O São Francisco de Paula, o mais antigo da cidade, conta com um cadastro informatizado de todos os 5.700 túmulos onde estão sepultados 65.725 corpos. O programa de computador fornece para o visitante até um mapa com a finalidade de facilitar a localização do túmulo. O sistema deve ser implantado também nos demais cemitérios.
Sobre os túmulos abandonados, Paulo Polati avisa as famílias que os lotes onde eles foram construídos podem voltar a ser de propriedade da municipalidade. A cada dois anos é promovida uma catalogação dos lotes. No ano que vem é a vez do cemitério do bairro Água Verde ser alvo do levantamento. Antes do espaço voltar para a responsabilidade da administração do cemitério, o titular do lote é chamado para regularizar a situação.
Contaminação - Desde o ano passado, a Promotoria do Meio-Ambiente investiga fortes indícios de que cemitérios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) contaminam o lençol freático. Um deles é o cemitério municipal de Santa Cândida. Os outros alvos da investigação são o Parque Senhor do Bonfim, em São José dos Pinhais, e os cemitérios Parque Iguaçu e Vertical, em Curitiba.
O coordenador de Obras da Secretaria Estadual do Meio-Ambiente, engenheiro Eduardo Quezada, disse que os cemitérios da capital não possuem malhas de drenagem e filtro biológico para evitar a contaminação dos rios e o lençol freático. Segundo ele, o único cemitério a dispor de poços de monitoramento e uma malha de drenagem superficial é o Parque São Pedro, no bairro Pinheirinho.
Quezada diz que os sistemas são caros e só serão viáveis se o poder público e a iniciativa privada resolverem firmar parcerias para evitar danos ao meio-ambiente.

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