Curitiba - Levantamento divulgado ontem pela Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab) aponta que 241 mil pessoas vivem em áreas de ocupação irregular na capital paranaense. São assentamentos espontâneos (invasões) e loteamentos clandestinos (locais vendidos para a população de baixa renda sem qualquer tipo de documentação oficial). Deste total, 50,5 mil moram em áreas de preservação permanente (margens de rios e córregos) e terão que ser transferido para outros locais. O resultado é a contaminação das águas subterrâneas, subsolo, solo e a degradação das características naturais.
A reestruturação das ocupações deverá ocorrer a partir deste ano, com a liberação de recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A previsão é a de liberar mais de R$ 100 milhões. Para isso, estão sendo definidos dois planos emergenciais: Plano de Regularização de Área Sustentável (para ocupações que podem ser legalizadas) e Plano de Habitação de Interesse Social (para áreas de risco). ''Vamos fazer o mínimo possível de relocações. Queremos promover urbanização em áreas que não sejam consideradas de risco e a titulação de áreas já legalizadas'', ponderou ontem Mounir Chaowiche, diretor-presidente da Cohab.
Os projetos prevêem que seja relocadas quatro mil famílias (cerca de 20 mil pessoas) para áreas próximas dos locais onde elas vivem (que não seja num raio de 30 a 50 metros da beira de rios e córregos). Outras seis mil famílias serão beneficiadas com a melhoria da infra-estrutura em ocupações irregulares (não de risco). Mais seis mil famílias receberão a titulação das terras onde vivem e que já foram regularizadas pela administração municipal. ''Temos um grande projeto para Curitiba e queremos resolver 70% da situação urbana da capital até o final da administração de Beto Richa (dezembro de 2008)'', disse Chaowiche.
Além de casas adequadas, a Prefeitura de Curitiba pretende levar para as áreas regularizadas infra-estrutura como escolas, postos de saúde, creches e profissionalização (fontes de geração de emprego e renda).

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