Para o presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), João Verçosa, falsas lideranças participam de invasões na cidade e só ocupam para poder alugar ou vender o espaço, irregularmente.
''Não há como provar que isso acontece, pois muitas famílias omitem que pagam aluguel no assentamento. Também não tem sentido alugar na favela, já que essas famílias mal têm para comer'', opina. No entanto, ele acredita que esse tipo de comércio é comum em ocupações próximas a áreas urbanizadas.
Segundo Verçosa, a Cohab tem hoje projetos de conjuntos habitacionais nas zonas Norte, Sul e Oeste, e ainda estuda locais para abrigar os assentados na Zona Leste. No total, 2,3 mil famílias estão em situação de risco na cidade.
Essas famílias podem ser atendidas por programas como o Minha Casa Minha Vida, do governo federal. Viver em situação de risco social ou de insalubridade, ter a mulher como chefe de família, ganhar menos de três salários mínimos e morar em Londrina há cinco anos são requisitos para participar do programa.
O contribuinte paga o equivalente a 10% do salário por dez anos, com as prestações variando de R$ 51 a R$ 139 mensais. As casas são geminadas e possuem dois cômodos, sala, cozinha e banheiro, num terreno de 125 m2.
De acordo com Verçosa, já está contratada a construção de 3.540 unidades para famílias que ganham até três salários mínimos e outras 334 para quem recebe de três a seis salários, as quais devem ser entregues no início de 2011.
Ele citou que o último levantamento concluído pela Companhia no início do ano apontou 42 mil famílias na fila por uma casa própria na cidade. ''Não adianta mais comprar espaço em invasão porque já cadastramos as famílias assentadas e novos moradores não serão contemplados.'' (M.G.)

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