21 são presos por tráfico no Paraná
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Uma ação policial desmantelou várias quadrilhas de traficantes de drogas ao prender 21 pessoas, na região de Curitiba, Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e São Paulo, durante o final de semana. Entre os presos está um suspeito de participar do atentado à bomba com dinamite que vitimou uma mulher, no dia 5 de março deste ano, em uma susposta disputa entre traficantes. O crime ocorreu em Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Outro detido é um socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), preso em Londrina, acusado de guardar a droga para uma das quadrilhas e desviar vários produtos e equipamentos da ambulância em que trabalhava.
"A chacina de Guaíra e esse atentado à bomba com TNT, em Rio Branco do Sul, são experiências que o Paraná passou e que forçam a polícia a elucidar esses crimes", comentou o delegado-chefe da Divisão Estadual de Narcóticos, Sérgio Sirino.
Na ação foram apreendidos quatro revólveres, cinco espingardas, 200 gramas de cocaína, 46 quilos de pasta base de cocaína, quase 44 quilos de maconha R$ 34 mil, U$ 791, 300 pesos argentinos, 262 guaranis paraguaios e cerca de 127 quilos em moedas brasileiras, que serão enviadas ao Banco do Brasil para contagem. A pasta da cocaína foi apreendida em um caminhão, dentro do Estado de São Paulo.
Segundo Sirino, as quadrilhas agiam independentemente. A investigação que apreendeu a droga em São Paulo durou cinco meses.
Porta de entrada
Em uma das ações, em Foz do Iguaçu, a Polícia Civil invadiu com o apoio de agentes federais a favela Jupira, apontada pela polícia como principal porta de entrada de droga no Paraná. "Descobrimos que o local era monitorado por radiotransmissores. Através da frequência policial, os criminosos monitoravam as ações das polícias", conta o delegado da Denarc de Foz do Iguaçu, Renato Coelho de Jesus.
Bomba
O suspeito de participar do atentado de Rio Branco do Sul, apontado pelo Comando de Operações Especiais (COE) da PM como o maior atentado a bomba da história do Brasil, foi preso em Almirante Tamandaré. Os policiais contaram que ele participou do crime a mando de seu tio, já identificado, considerado o chefe do tráfico de drogas da região. Outro homem suspeito de participar do atentado também já está identificado.


