2011, a odisséia no espaço
Arquivo FolhaPioneiroO robô Sojourney deixa a sonda Pathfinder para iniciar trabalho em Marte: Nasa se prepara para enviar um homem ao planeta vermelhoA esperança de contatar vida fora do nosso sistema solar vem oscilando, nos últimos anos, na velocidade da luz. Durante mais de uma década, a partir dos anos 70, enormes radiotelescópios apontaram, de várias partes do mundo, para o espaço exterior, em busca de emissões de rádio provenientes de civilizações inteligentes em outros planetas. Além disso, a Nasa pretende enviar 52 missões para o espaço, até 2005, em busca de vida em outros planetas. Ou de condições para a vida, pois, no futuro, o homem ainda poderá adaptar asteróides para a habitação humana, como previa o astrÔnomo e biólogo Carl Sagan.
Se o interesse e as perspectivas de se encontrar vida fora da Terra já estavam mais altos do que nunca, passaram a ganhar novo impulso com as confirmações oficiais da Nasa de que Europa, um dos satélites de Júpiter, preenche todos os requisitos para abrigar vida.
Fora algumas poucas emissões, que acabaram sendo constatadas como provenientes de quasars e pulsars, nada chegou até nós que pudesse indicar a existência dessas civilizações, até agora. Durante o governo Reagan, todo o projeto da Nasa foi desmobilizado, sob o argumento de que os altos custos e os sucessivos fracassos não justificavam que continuasse.
Nos dois últimos anos, os meios científicos acreditavam que era praticamente impossível a existência de planetas em condições de abrigar vida fora do sistema solar. Mas, recentemente, as esperanças voltaram com intensidade, graças à descoberta de três planetas fora do nosso sistema - um deles descoberto por um astrônomo suíço e dois outros descobertos por astrônomos norte-americanos.
Paralelamente a essas descobertas, caçadores de planetas de vários países se reuniram em Toledo, na Espanha, e anunciaram que será possível localizar vida fora da Terra até o ano 2015, no máximo. Essa certeza resulta de uma nova tecnologia de rastreamento, que começa a ser empregada com maior intensidade: interferômetros infravermelhos.
Com certeza, definitivamente, existe vida lá fora, garante Mike Kaplan, diretor do programa Origens, da Nasa. Vai levar algum tempo para entrarmos em contato com eles, mas um dia nós nos encontraremos e então ficaremos muito surpresos, pois eles serão muito diferentes de nós. Esta é a primeira vez que estão sendo concebidos projetos que nos permitirão solucionar, em torno de vinte anos, problemas que a Humanidade vem tentando resolver há séculos.
Embora, pelo menos até agora, as fotos enviadas de Marte pelo robô Sojourney não dêem indicações de vida em Marte, a Nasa pretende explorar mais profundamente o planeta vermelho e, para isso, antecipou para 2011 o envio do primeiro homem a Marte, segundo os engenheiros Cheick M. Diarra e Anthony J. Spear, que trabalham na Pathfinder, primeira missão de exploração do planeta por meio de um robÔ pilotado da Terra.
Recentemente, em vista ao Brasil, o astronauta Terence Tom Hendricks, que permaneceu dez dias no espaço, a bordo do Discovery, comentou não ter visto nenhum disco voador ou qualquer sinal da existência de extra-terrestres. Mas ele acredita que no Universo, com bilhões de estrelas e galáxias, é impossível existir vida apenas em um planeta. Estamos esperando por isso, acho que Deus não iria escolher apenas um planeta para colocar suas almas, afirmou. E concluiu: Espero que algum dia eu possa encontrá-las e desejo ser o primeiro a apertar a mão de uma forma de vida de outro planeta. (E.C.B, com a colaboração de Sílvia Herrera)





