O Paraná foi o estado com o maior crescimento no resgaste de trabalhadores em condições análogas à escravidão em 2011, segundo o Cadastro de Empregadores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No total foram retirados da exploração ilegal 200 pessoas em 12 empresas que funcionam no Estado, representando uma alta de 66% em relação ao ano anterior, quando 120 trabalhadores estavam nestas condições.

A ''lista suja'' do trabalho escravo nunca teve tantos nomes. Atualizada no final do ano passado, a relação cresceu com a entrada de 52 novos registros e chegou ao recorde de 294 nomes, desde que foi criada, em 2004. No Paraná, cinco novas ocorrências foram incluídas - o quarto Estado com mais inclusões, somando no total 16 empregadores. O campeão nacional continua sendo o Pará, com 70 nomes.

Apenas contra os novos empregadores pesa a acusação de terem submetido 1.175 pessoas à escravidão, com trabalho degradante e privação da liberdade, em 14 estados de todas as cinco regiões. Fazem parte desta relação usineiros, madeireiros, fazendeiros, empresários urbanos, empreiteiros e políticos.

No caso do Paraná, de acordo com o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT), Gláucio Araújo de Oliveira, os principais problemas são encontrados em madeireiras, corte de pinus e plantações de erva-mate. Para ele, o aumento no número de empregadores do Estado na lista suja se deve à intensificação da fiscalização do MPT, além das denúncias que ocorrem com certa frequência.

''Encontramos diversos problemas, como falta de estrutura básica para o trabalhadores e baixos salários. As operações de fiscalização são recorrentes e ocorreram com intensidade principalmente baseadas em denúncias'', explicou o procurador.

Leia mais na reportagem de Rubens Chueire Jr.

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