20 famílias ficam no prejuízo
Outro prédio que mal chegou ao quinto andar é a construção do que seria o Residencial Parthenon, com 11 andares e 44 apartamentos. Localizada na Rua Gomes Carneiro, ao lado da tradicional Panificadora Holandesa, o projeto começou a sair do papel em 1993, parando três anos depois. No terreno havia uma casa de um dentista, que em uma permuta com o empresário Paulo Alho, proprietário da construtora Brasília, ''deu'' o terreno em troca de dois apartamentos que seriam construídos.
Segundo Paulo Alho, que hoje tem outra construtora, o investimento estava previsto em 1,2 mil cruzeiros. ''Chegamos a colocar o que hoje chegaria a R$ 700 mil'', revela. Mas se tudo estava indo bem, o que teria acontecido? De acordo com o empresário, por uma série de pagamentos não efetuados de obras públicas realizadas para o Governo Federal, a construtora faliu. ''Com isso, não conseguimos cumprir com o contrato do prédio. Em ação na Justiça, o antigo dono conseguiu reaver a escritura. Todo nosso investimento ficou com ele'', conta.
O IPTU do terreno de 957 metros quadrados, avaliado em R$ 139 mil, não é pago desde 1995. O dentista Murilo Leão Rego, que era o dono do terreno, morreu. Agora, o advogado Ronaldo Gomes Neves representa a família do dentista e outras 19 pessoas que compraram apartamentos no prédio e ficaram no prejuízo.
''A construtora Brasília, de má-fé, confessou um débito que tinha e o Banco do Brasil aceitou a hipoteca, desconsiderando a obra que já estava iniciada. Recuperamos o terreno, mas há o problema da hipoteca junto ao banco. Estamos num processo jurídico para afastá-la e recuperar parte do prejuízo dessas pessoas. Já conseguimos a vitória para um dos 20 adquirintes'', relatou Neves. (Colaborou Wilhan Santin)





