O Colégio Agrícola Estadual do Sudoeste funciona em uma estrutura urbana, de 1975, pré-moldada, pertencente ao Município de Francisco Beltrão, e os salários de professores e funcionários, a manutenção do prédio e a alimentação dos alunos estão a cargo do governo estadual.
Já os alojamentos e salas foram adaptados para abrigar os 253 alunos: são oito salas, utilizadas em sistema rotativo. ''Trabalhamos em regime de internato, no qual cerca de 20 alunos dividem um quarto'', contou o coordenador de curso Alzemiro Prando, reclamando ainda da falta de uma quadra poliesportiva. ''Temos apenas um campo de futebol suíço para as atividades físicas.''
Para ele, outro problema é a localização da fazenda escola, que fica a dez quilômetros do internato. ''Sem transporte gratuito, as famílias pagam pelo ônibus particular.'' Conforme ele, são gastos, em média, R$ 160 por dia com transporte. ''São quase R$ 1 mil semanais. Com esta quantia já poderia ter sido comprado um ônibus para escola'', opinou.
O colégio já formou mais de 1,5 mil técnicos agrícolas e este ano destacou-se entre os dez melhores colégios agrícolas do Brasil, numa pesquisa do Instituto Carlos Chagas. Para Prando, o diferencial está na dedicação da equipe em recuperar alunos com dificuldade de ensino.
''Valorizamos a aptidão à atividade agropecuária, privilegiando o filho de agricultor de menor renda e proporcionando oportunidades para uma formação profissional técnica de qualidade, que reverta em crescimento econômico e social e oportunidades de trabalho.'' (M.G.)

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