Desde ontem à noite, o 2º Distrito Policial (DP) voltou a receber presos masculinos. Isso não acontecia há cinco dias por causa da superlotação. ''Apesar de ambos estarem cheios, o 2º DP ainda tem uma situação melhor. Por isso, pedi autorização à Subdivisão para transferir alguns dos meus presos'', disse o delegado titular do 4º DP, Joaquim Antonio de Mello.
Até o início da noite de ontem, o 2º DP tinha 68 homens ocupando 24 vagas e 41 mulheres em 28 vagas. No 4º DP, a situação era um pouco pior. Havia 87 presos ocupando um espaço destinado a 24. ''Eles estão muito agitados. Judiam dos novos detentos e ameaçam 'virar' a cadeia'', afirmou um investigador do 4º DP que não quis se identificar. Mello disse não acreditar na possibilidade de uma tentativa de fuga. Segundo ele, não são presos perigosos. Quanto à superlotação, Mello diz que não pode fazer nada e que ''este é um problema do governo''.
Para o delegado-adjunto da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, a única solução seria a abertura de 160 vagas na Casa de Custódia, mas sua idéia não foi aceita. Segundo o corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, esse acréscimo esbarra no contrato entre o Estado e a empresa que administra o local. ''Já requisitei a transferência de, pelo menos, 30 dos 40 condenados da Casa de Custódia para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), mas parece que lá não tem colchões e alimentação suficiente'', explica. Ontem, Valle afirmou que só vai interditar os DPs se alguma entidade pedir.

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