Se uma parcela da categoria é a favor da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, existe outra que não vê vantagens. Para o presidente do Sindicato Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sinfarlon), Jéferson Proença Testa, a RDC vai ocasionar prejuízo aos proprietários de drogarias. ''Os produtos que serão retirados representam 13% no faturamento da farmácia. Devido à grande concorrência pelo valor mais baixo de medicamentos, muitas vezes, é na conveniência que o empresário consegue algum lucro'', explica. A entidade atende 40 cidades do Norte do Paraná.
Conforme ele, não há motivos para mudanças, principalmente no Paraná. ''No Paraná, não existe nenhum tipo de abuso. Temos, inclusive, pesquisas que mostram que os clientes estão satisfeitos e se sentem bem servidos com nossos produtos. A ação da Vigilância é consistente aqui, e o Estado tem servido de exemplo para outros locais. Queremos que tudo contine como está, pois não há prejuízo ao consumidor, até porque a conveniência fica separada da farmácia.''
Mesa redonda
Em Londrina, no próximo dia 17, haverá uma mesa redonda na Universidade Norte do Paraná (Unopar), para esclarecer proprietários de farmácias, farmacêuticos e acadêmicos da área sobre as implicações da Resolução. A reunião vai contar com a presença de representantes do CRF, Vigilância Sanitária e 17 Regional de Saúde. O evento será realizado das 19 às 22 horas, no Auditório Alcides Bueno, campus do Jardim Piza. Uma reunião também será realizada em Apucarana, no dia 2 de março. O evento será no Teatro Fenix, às 13 horas. (M.T.)

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