13ª Ciretran estuda anistia de diárias
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segunda-feira, 28 de julho de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Marcos NegriniRiscoOs carros apreendidos nos últimos meses ficam no estacionamento externo da Ciretran, sem segurança O chefe da 13ª Ciretran de Maringá, Walter Guerlles, que assumiu na semana passada, está estudando uma forma de esvaziar o pátio do órgão, que tem mais de 400 veículos apreendidos. Ele disse ontem à Folha que pediu um levantamento completo do número e a situação de cada veículo, para estudar a possibilidade de uma anistia parcial ou até total das dívidas dos proprietários com as diárias cobradas pelo órgão.
Na realidade ainda não tenho o número exato de quantos veículos existem no pátio, mas quero uma solução para o problema. A maior parte dos veículos apreendidos são motos. O mato já esconde parte delas.
A maior preocupação é com a segurança dos carros e motos. Existe uma área cercada, mas o excesso de veículos obrigou a Ciretran a utilizar o estacionamento externo para abrigar os carros que chegaram nos últimos meses. Mesmo na área cercada não há segurança que garanta a integridade dos veículos sob responsabilidade da Ciretran. Contamos apenas com um vigilante que faz todo o trabalho de segurança do pátio e dos prédios, afirma.
O excesso de veículos apreendidos no pátio do Ciretran é o resultado do período em que o órgão foi administrado por funcionários do Detran de Curitiba. Desde março do ano passado, quando foram constatadas irregularidades na Ciretran de Maringá, o Detran interviu no órgão e endureceu no cumprimento das regras para liberação de veículos.
Ele diz que normalmente o proprietário atrasa o pagamento do imposto porque não tem dinheiro. Com a apreensão, passa a correr uma diária, cobrada a partir do segundo dia, de R$ 6,73. Guerlles diz que o valor, acrescido do preço do guincho e imposto com multa, acaba pesando para a maioria das pessoas. Vamos buscar uma forma de reduzir esta dívida dos proprietários, liberar o máximo de veículos possível e fazer um leilão com os que estiverem legalmente liberados para isso, explica.
Guerlles diz que o primeiro passo para evitar a permanência de mais veículos apreendidos no pátio da Ciretran já foi dado. Desde que assumiu o órgão, ele está facilitando a retirada dos veículos. Antes, todos os proprietários tinham que ir até o Pelotão de Trânsito do 4º BPM para recolher as taxas e liberar o carro ou moto. Agora, isso só é exigido em caso de acidente ou de veículo rebocado.


