Maringá - As salas de aulas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ficaram lotadas ontem, no primeiro dia de retorno às atividades, depois de quase seis meses de greve nas universidades. Uma das principais preocupações dos 12 mil alunos da instituição é com o tempo perdido e com o novo calendário da UEM que prevê o fim do ano letivo de 2001 apenas em maio. As aulas nas universidades de Londrina (UEL) e do Oeste (Unioeste) – que também enfrentaram a greve – foram reiniciadas anteontem.
De acordo com a diretora de ensino de graduação, Sônia Maria Vieira Negrão, nenhum problema grave foi registrado, com relação à falta de professores. Ela disse que durante a greve o contrato com cerca de 30 professores colaboradores foi encerrado. Mas os alunos não ficaram sem aulas ontem porque, na maioria dos casos, os titulares dobraram a carga horária. Além disso, segundo ela, muitos professores que estavam de licença maternidade, licença saúde ou fazendo curso de especialização estão voltando às salas de aulas.
Hoje à tarde, a partir das 14 horas, o Conselho de Ensino de Graduação se reúne para votar o novo calendário das atividades na UEM. Pela proposta do Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP), o ano letivo de 2002 só terá início no dia 5 de agosto. Ontem, o Restaurante Universitário (RU) serviu cerca de mil refeições. O movimento também foi intenso nas lanchonetes e restaurantes nas proximidades da universidade.

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