- Por que ocorreu o vazamento do óleo?
Resposta – Por falhas técnica e humana, segundo a Petrobras. Funcionário se esqueceu de abrir válvula que permite passagem do óleo para um tanque. Excesso de pressão provocou rompimento do duto. Sistema de segurança, que deveria desviar o óleo para um tanque secundário também não funcionou.
- Quanto vazou?
Resposta – 3,939 milhões de litros de óleo cru.
- Qual é a dimensão do acidente?
Resposta – É o maior desastre ecológico em rios da história do País. Também é o segundo maior da história da Petrobras e o mais grave nos últimos 25 anos. Em 75, um navio iraniano, fretado pela estatal, derramou 6 milhões de litros na Baía da Guanabara.
- Quanto tempo demorou a detecção do vazamento?
Resposta – Duas horas, entre as 13h15 (quando uma inspeção constatou que tudo estava normal) e 15h15 de domingo (horário de nova inspeção)
- Por que demorou tanto?
Resposta – Para o Sindicato dos Petroleiros, falta pessoal na refinaria para fazer as inspeções. Nos últimos 5 anos, número de funcionários caiu 35%. Petrobras nega que essa seja a causa, argumentando que a maior parte dos acidentes é provocada justamente por falha humana.
- Trabalho de controle do óleo foi imediato?
Resposta – Não. Só começou duas horas depois do acidente. Corpo de Bombeiros e Defesa Civil só foram avisados na madrugada de segunda. Além disso, refinaria não tinha equipamentos para conter o óleo em rios.
- Avanço da mancha de óleo pelo Rio Iguaçu já está contido?
Resposta – Em termos. Mancha do óleo expesso está contida em Balsa Nova, a 45 km do local do acidente. Mas escapam resíduos que formam uma película sobre a água (filme de óleo). Petrobras espera conter esses resíduos nas duas barreiras abaixo de Balsa Nova. Além disso, há óleo depositado nas margens do Iguaçu e do Barigui, que precisa ser removido. Na área da refinaria restam quase 2 milhões de litros sobre o solo, que pode ir para o rio, caso chova forte.
- A Petrobras foi multada pelo acidente?
Resposta – Sim. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) já aplicou multa de R$ 50 milhões, a mais alta prevista pela Lei de Crimes Ambientais. Agora, o governo federal deverá aplicar novas multas, que podem chegar a mais R$ 100 milhões, dependendo de laudo técnico sobre a responsabilidade da estatal no acidente e pelo fato de a empresa ser reincidente. Mas a estatal pode desfrutar de benefícios e reduzir esse valor em até 30%
- Quais os prejuízos para fauna e flora?
Resposta – Ainda não é possível dimensionar com exatidão, mas dezenas de animais já morreram. Bacia do Iguaçu abriga espécies ‘‘endêmicas’’ (que só existem nessa área) de peixes e até uma ave que já era considerada extinta, o macuquinho do brejo.
- O duto rompido já foi consertado?
Resposta – Sim. Isso ocorreu na quinta-feira, quando a Agência Nacional de Petróleo (ANP) liberou o bombeamento de óleo pelo duto, afastando o perigo de racionamento na área abastecida pela Repar.

mockup