Pesquisa realizada recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), revela que 10% da população mundial têm algum tipo de deficiência. Destes, 3% são portadores de deficiência mental. Numa cidade do porte de Guarapuava, que tem aproximadamente 150 mil habitantes, segundo a OMS podem existir perto de 4 mil portadores de deficiência mental.
O indivíduo portador de deficiência mental apresenta desenvolvimento intelectual abaixo da média e dificuldade de aprendizagem, necessitando de programas diferenciados e educação especial.
A preocupação com a educação do portador de deficiência mental é muito recente. Até o século 18, a deficiência era ligada ao misticismo e ao ocultismo. Entre 1850 e 1920 houve um aumento crescente de escolas que atendiam portadores de deficiência mental nos Estados Unidos.
No Brasil, o problema só começou a ser discutido a partir de 1932. Em 1954, foi criada a primeira Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). A Educação Especial está voltada para o atendimento de portadores de deficiência mental, visual, auditiva ou física. Hoje, esse ramo da educação está sob responsabilidade do Ministério de Educação, através da Secretaria de Educação Especial.
‘‘A Educação Especial pretende integrar os portadores, desenvolvendo suas potencialidades na escola, no trabalho e nas atividades culturais e esportivas’’, diz a professora Maria Izabel Milanez. Ela é responsável pela área de Deficiência Mental do Núcleo Regional de Ensino e coordenadora do Centro de Diagnóstico Psico-Pedagógico da Unicentro. ‘‘A Educação Especial está engantinhando e por isso todas as iniciativas são válidas’’, diz.

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