Exército nas ruas
Os cariocas experimentaram, durante o Carnaval, a presença do Exército nas ruas, como auxiliar para o combate à violência que ameaçava a Cidade Maravilhosa. Agora, tanto o governo quanto a Prefeitura querem que o Exército continue a auxiliar na preservação da ordem.
É uma experiência que já foi tentada e não deu resultado. Existe uma tendência muito grande de, face ao aumento da violência, pedir a ajuda do Exército, não só no Rio mas até em cidades menores como Londrina. E é um equívoco. Este não é o papel do Exército.
Na verdade, os militares não querem este tipo de situação. Sabem, talvez melhor que muitos, que há um equívoco quando se pensa que a presença de militares nas ruas pode melhorar a segurança.
O que melhora a segurança é uma polícia presente, ativa, aparelhada e bem estruturada. O papel da polícia, civil ou militar, é precisamente este. Ao invéz de se pensar em pedir a presença do Exército nas ruas, o que se deve exigir é a melhoria do aparato policial, em todos os níveis. Só uma polícia bem aparelhada e preparada pode garantir a segurança que o povo reclama e merece.





