Paulo Ubiratan
De Londrina
A delegada do 2º Distrito Policial de Londrina, Waldete Testoni, que preside o inquérito que apura a morte da menina Greice Carolina de Melo, 5 anos, disse ontem que vai solicitar aos legistas do Instituto Médico-Legal (IML) mais detalhes sobre o laudo do corpo da menor. O exame feito pelo IML não conseguiu comprovar se Greice foi ou não estuprada. ‘‘Vou pedir mais detalhes. Quero saber o motivo de não ter sido possível apurar se ocorreu alguma espécie de crime sexual’’, disse a delegada. Após a interpelação, o inquérito deve ser remetido à Justiça.
Waldete Testoni disse que não conseguiu provas materiais de que a menor foi vítima de violência sexual antes ou depois de morrer. No laudo do IML, os legistas Rogério Luis Eisle e Carlos Roberto Gonçalves justificam a impossibilidade da comprovação ou não por cusa do adiantado estado de putrefação do cadáver.
O principal suspeito de ter matado a criança, o catador de papel Ademir Justino da Silva, 21 anos, conhecido por ‘‘Doido’’, foi preso e levado à Prisão Provisória de Londrina. Ele teria confessado o assassinato e estupro da criança. Doido foi linchado pelos detentos e morreu no dia seguinte à prisão.
A delegada diz que outra preocupação é encerrar o inquérito sem prender um outro catador de papel identificado apenas por ‘‘Catatau’’. Ela recebeu denúncias de que ‘‘Catatau’’ teria ajudado ‘‘Doido’’ a ocultar o cadáver de Greice, e não descarta a hipótese de que ele teria vilipendiado o corpo da menina (estuprando o cadáver). Catatau está desaparecido desde a prisão de Doido.
O catador de papel foi amante da mãe de Greice, Marineide da Silva Melo. A criança havia desaparecido no dia 2 deste mês, do barraco numa invasão no Jardim Santa Fé (zona leste). Ela foi depois encontrada morta em uma tubulação de esgoto naquela mesmo bairro. O corpo apresentava diversas perfurações.

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