Nas décadas de 1960 e 70 as flores artificiais faziam sucesso na decoração das casas, mesmo quando muitos as consideravam ''cafonas''. A relação de gosto duvidoso ocorria exatamente pela aparência dos arranjos que ficavam muito longe da beleza das flores naturais. Mas, felizmente, a evolução chegou também até elas, que agora fazem sucesso no mercado. Repaginadas até no nome, as flores permanentes estão com beleza muito próxima das naturais, forçando muitos curiosos a realizar a ''prova do toque'' para confirmar sua origem.
Por serem práticas as flores permanentes podem ser usadas em qualquer espaço pois, diferentemente das flores verdadeiras, não precisam de água, ventilação e iluminação ideiais, além da necessidade de outros mimos, como conversar com elas. Essa facilidade de manutenção, aliada à qualidade da fabricação, segundo Luís Fernando Remigio, designer de criação de plantas permanentes, fazem com que a decoração com esse tipo de produto cresça ano a ano.
''É um mercado em forte expansão. Nos últimos 10 anos a venda de flores e plantas permanentes estourou. Hoje os materiais e texturas garantem arranjos idênticos ao de plantas reais. Temos flores que possuem até cheiro'', destaca Luís Fernando. Os fornecedores trazem muitas ideias e estilos que permitem criar diversos tipos de arranjos. ''A última novidade é a linha hidro, que possui hastes que podem ficar dentro da água, dando assim um aspecto ainda mais natural.'' E a nova geração de arquitetos, na opinião do designer, tem apostado nas ornamentações com plantas permanentes. Orquídeas brancas e hastes de bambu estão entre as mais pedidas.
Na hora de decidir, a arquiteta Marilda Baptista aconselha escolher as flores que estejam muito próximas da cor e modelo natural. Segundo ela, as peças, além de cada vez mais parecidas com as plantas naturais, são muito pedidas na decoração.
''Hoje usamos flores permanentes em praticamente todos os ambientes de uma casa. Por conta do dia a dia corrido as pessoas não têm tempo de cuidar de uma planta natural, por isso elas pedem as permanentes nos projetos. Existe sim as pessoas que querem arranjos naturais, e noto que essas pessoas carregam uma tradição nesse cuidado, mas a maioria opta pela praticidade das artificiais'', explica Marilda.
Para ambientes como varandas, por exemplo, é permitido apostar em modelos maiores. No ambiente externo, orquídeas, rosas e tulipas são perfeitas apostas. As cores neutras, informa a arquiteta, ganham a preferência. ''As cores são escolhidas conforme a decoração, mas tons neutros combinam com tudo. É importante dizer que mesmo sendo permanentes, essas plantas requerem manutenção a cada seis meses, pois acumulam poeira e as cores mais claras vão ficando amarelas com o tempo''.



Fotos: César Augusto, Marcos Zanutto

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A perfeição das orquídeas brancas as colocam no topo da preferência
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As hastes das margaridas brancas podem ficar dentro da água, dando um aspecto ainda mais natural ao arranjo
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Uma composição flores e folhas
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O charme e a elegência das rosas brancas
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Na decoração do restaurante as orquídeas não passam despercebidas
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