Ainda hoje muitas pessoas confundem a sala de TV com o home theater. Isto porque ambas são pensadas para proporcionar conforto, sofisticação e funcionalidade ao espaço. O diferencial fica por conta da instalação do home, que é muito mais elaborada e deve ser pensada previamente, durante a execução do projeto ou até mesmo antes dela.
  Na hora de montar o home theater, diversos fatores devem ser levados em conta, como a qualidade de imagem, de áudio e a disposição dos produtos no ambiente, por exemplo. Desta forma, o projeto do espaço deve ser priorizado a fim de que o ambiente se adeque às necessidades específicas de cada um.
  De acordo com Vanessa Motta, sócia da Audiomax, de Curitiba, que comercializa produtos para automação, áudio e vídeo, antes de montar o home, é necessário analisar o espaço disponível para dimensionar a capacidade ideal do equipamento, ou seja, a potência do processador de áudio e vídeo, tamanho das caixas de som e o tamanho da televisão ou telão que poderão ser empregados. O que também deve ser considerado é o layout da sala, que deve aliar a parte técnica da instalação ao conforto, funcionalidade e estética.
  Para os que já possuem uma sala de TV e desejam transformá-la em home, algumas pequenas intervenções podem ser realizadas. Para esconder os cabos que ligam a televisão às caixas acústicas frontais, um simples painel de madeira pode ser a solução. Segundo a arquiteta Calina Mussi, ‘‘para a comunicação com as caixas traseiras, caso haja gesso no teto, faz-se a ligação por cima, sem dano algum; sem o gesso, uma alternativa é passar os cabos por baixo de tapete ou por trás do rodap钒.
  Hoje, uma tendência são os apartamentos e casas pequenas, com menos de 100 metros quadrados. A arquiteta, que já projetou uma série de home theaters, afirma que este tipo de residência pode sim receber o home. ‘‘O home theater nada mais é do que a sofisticação do áudio e da imagem na televisão. É possível para qualquer tamanho de sala, desde que dimensionado adequadamente.’’
  Assim como a qualidade de imagem deve ser priorizada, a qualidade de áudio não deve ser esquecida. As caixas acústicas são um diferencial, pois definem o home; sem elas, o que existe é apenas uma televisão com boa imagem. O conjunto de um bom áudio associado a uma imagem de qualidade é o que pode ser chamado de ‘‘cinema em casa’’. De acordo com Vanessa Motta, a caixa de som é um investimento e deve ser considerada como patrimônio. Enquanto outras tecnologias, como DVD e Blu-Ray, se desatualizam com rapidez, a caixa é um bem durável. ‘‘Se o cliente compra uma caixa de qualidade duvidável, no futuro, além de precisar trocar o DVD, ele também deverá trocar a caixa. Vale a pena investir em uma caixa de qualidade’’, orienta.
  Calina diz que, na hora de escolher o equipamento ideal para cada ambiente, o ideal é a assessoria técnica de um bom revendedor. As informações repassadas é que levarão o arquiteto a desenvolver o projeto do mobiliário.

Imagem ilustrativa da imagem TECNOLOGIA - Home Theater: estética, conforto e funcionalidade
O home assinado pela arquiteta Calina Mussi na Audiomax