INVESTIMENTO VÁLIDO
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Kalinka Amorim<br> Reportagem Local 
Produzir contrastes, brilhos, sombras, destacar objetos. Dar um 'clima' para sala de jantar, estar, quartos, escritórios e cozinha. Até nos jardins a luz faz muita diferença. Pensar nos pontos de luz durante a construção ou reforma pode garantir que qualquer ambiente fique mais sofisticado, acolhedor, idela para o descanso ou para o trabalho.
Para isso, entram em cena a arquitetura e os projetos luminotécnicos. Para produzir um ambiente ideal, o perfil, os hábitos e as expectativas dos moradores devem ser levados em consideração. Quando o projeto luminotécnico caminha em concomitância com a execução da obra, a economia gerada é maior. Não há desperdício de material e a elaboração torna-se mais eficiente, com a integração dos projetos de engenharia elétrica e civil. Mas para quem já está com a casa pronta ainda é possível dar a ela cara nova. ''Quando isso não acontece, a reforma para a readequação de pontos de luz é a saída'', explica o light designer Renaldo Costa.
A iluminação de ambientes, conforme ele, é fruto da sensibilidade em compreender a necessidade de cada espaço, qual a atmosfera que se deseja criar. ''Não é simplesmente colocar a luz e ter o resultado esperado, um projeto luminotécnico abrange muito mais. Requer a escolha da peça ideal e adequá-la à lâmpada correta'', define Costa.
O hit do momento nos projetos luminotécnicos, segundo ele, é a tecnologia LED, que permite coloração em vários tons e economia incomparável. A única questão que impede ainda que a maioria dos projetos leve essa concepção é o preço. Uma lâmpada super Led custa de R$ 75 a R$ 90, sua vida útil pode atingir as 50 mil horas e a economia gerada, dependendo do projeto luminotécnico, pode chegar a 700%. ''A PAR 20 custa entre R$ 10 e R$ 15 e seu tempo de duração pode superar 2 mil horas de uso. O custo benefício compensa, mas como a obra requer outros investimentos na hora de sua execução é um valor que ainda pesa'', diz Costa, que prospecta a mudança desse cenário em breve. ''O LED em três anos vai se tornar mais acessível, incorporando o conceito de sustentabilidade tão discutido na construção civil'', aponta.
As lâmpadas dicróicas, PAR 20, incandescentes e fluorescentes, conforme ele, ainda são as mais utilizadas. Abrem fachos de luz em graus variados, possibilitando diferentes amplitudes.
Costa acrescenta que outro ponto a ser trabalhado num pojeto luminotécnico para áreas de convivência é a temperatura do ambiente. ''As lâmpadas em 3000 K com nuances amarelas são as ideais. Além de proporcionar conforto visual a fidelização das cores nessa temperatura é superior a da fluorescente 6400 K, conhecida como a luz do dia'', diz.
Uma cozinha, por exemplo, precisa de uma iluminação difusa para que o ambiente exerça a função que tem. Nesses casos, pontos de luminância podem criar cenários para destacar um granito, um móvel ou uma decoração. '' Usar somente iluminação pontual encarece o projeto. As luzes mencionadas servem de apoio da geral. Esses pontos são para encantar o ambiente e não para iluminá-lo totalmente'', diz.
Um bom projeto de iluminação para a arquiteta Juliana Meda deve valorizar cada ambiente da obra. ''Além de demonstrar a beleza dos acabamentos, as cores dos acessórios, e as tonalidades dos móveis, o conforto visual que uma boa iluminação produz também estimula sensações'', define.
Para não haver excessos nas combinações e uma iluminação não tirar a beleza da outra alguns cuidados devem ser tomados. ''Uma luz central com grande intensidade, ligada em conjunto com uma sequência de luz cênica, focal pode não causar o efeito desejado. A melhor opção é ligá-las independentes, com o auxílo de um dimmer para a intensidade necessária'', acrescenta.
Costa repassa algumas dicas para iluminar alguns ambientes. Um living ou a conhecida sala de estar que contemple apenas um ponto de iluminação pode receber um spot com luzes pontuais ou um plafon com luz difusa e lâmpadas incandescentes, fluorescentes ou de LED.
A sala de TV, quando serve para lazer e estudo, precisa de uma adequação. Na hora da tarefa exige a presença da luz difusa que proporciona um fluxo luminoso geral e intenso. ''Já para deixar a sala de TV com cara de cinema dimerizar os pontos de luz é a opção'', diz Costa.
Para os ambientes de trabalho a luz fria continua sendo a mais indicada. Porém planejar um ambiente apenas com ela não é uma boa pedida. ''A combinação com outras luzes como a halógena e a incandescente mantém a fidelidade da cor'', explica. A iluminação indicada e ergonomicamente correta é a 4000 K, que tem função repousante e evita o cansaço, acrescenta.
Os quartos, conforme Costa, pedem uma luz funcional difusa. Mas fazer um misto com luzes pontuais e até mesmo as internas nos armários é uma ótima saída.









