CAPA - Prontas para receber
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Caroline Vicentini <br>Especial para a Folha 
Nas décadas de 70 a 90, as cozinhas obedeciam à concepção moderna de espaços privilegiados mínimos. Compactas, acabavam privilegiando o forno de micro-ondas e um fogão sofisticado. Nos últimos anos, elas começaram a receber status diferenciado na casa e, hoje, estes ambientes se ampliaram, derrubando paredes e convidando o dono da casa a confraternizar com os amigos - são as cozinhas gourmet, espaços que reúnem beleza, praticidade, tecnologia e muito conforto.
''A cozinha que recebe, reúne, e integra a família e os amigos para fazer ou acompanhar uma boa refeição tornou-se um dos ambientes mais valorizados de uma casa. A tendência de integração faz com que os investimentos nessa área sejam cada vez maiores'', afirma a arquiteta Juliana Meda. ''A cozinha é o coração da casa'', sentencia o arquiteto Ricardo Grangera.
De acordo com Grangera, a cozinha gourmet é um tipo de projeto compatível com a maioria dos espaços e prioriza o conforto e a boa circulação. Em apartamentos menores, a opção por este tipo de projeto é ainda melhor porque amplia os cômodos. O ambiente acomoda uma bancada e todos os equipamentos de uma cozinha convencional e deve concentrar um espaço para a convivência das pessoas, com banquetas, sofá, TV, e uma boa música. A cozinha tornou-se a extensão da sala de estar e por este motivo uma decoração bonita e charmosa é fundamental na criação do espaço.
O ponto forte da cozinha gourmet é a ilha, uma mesa central que reúne as pessoas em torno do dono da casa. ''Uma cozinha com ilha é o sonho da maioria das pessoas que gosta de cozinhar. Ter a oportunidade de preparar o alimento com os amigos ao redor e curtindo este momento juntos é delicioso'', ressalta Juliana. A arquiteta observa, contudo, que o cômodo precisa ser mais espaçoso, pois o fogão fica no centro e deve existir uma boa circulação entre ele e os outros armários. ''Também devemos prever uma pequena cuba, para facilitar o preparo dos alimentos e pontos de energia para aparelhagens domésticas, que, atualmente, apresentam cada vez mais design'', complementa a profissional.
Cores
Cheias de cor e despojamento, naturais - onde se sobressaem materiais como madeira e pedra -, tecnológicas - repletas de equipamentos modernos - ou clássicas, para quem gosta de reviver o passado. Se há algum tempo a tendência era a cozinha branca, tradicional, e bem reservada, hoje o mercado da arquitetura e decoração oferece uma infinidade de tons e revestimentos, transformando a cozinha gourmet em um verdadeiro ambiente de lazer e originalidade para cozinhar e confraternizar.
''As tonalidades em alta são cinza, vermelho, amarelo, tons mais vibrantes e com brilho. Também existe uma tendência de moda para o vintage. Porém, aconselho colocar uma tonalidade básica nos armários - pois possuem uma maior durabilidade - e se divertir com as cores nas peças menores, que podem ser substituídas futuramente'', orienta Juliana. ''Claro que considero o estilo do cliente, mas gosto de projetos atemporais. Optar por uma cozinha preta, neutra ou em tons amadeirados não a deixará ''datada'', complementa Grangera.
Fotos: Marcos Zanutto








