Engana-se quem pensa que os jardins só podem existir em locais grandes e abertos. É possível implantá-los também em pequenos espaços. A procura pelos jardins verticais e de vasos cresceu nos últimos anos, pois muitas pessoas não abrem mão da companhia das plantas mesmo morando em um apartamento pequeno.
Elas fazem questão de desfrutar dos benefícios que as espécies trazem ao meio ambiente e ao ser humano. Garantem uma prazerosa sensação de bem-estar e tranquilidade e desempenham a importante função de filtrar o ar, diminuindo a poluição e contribuindo para manter os ambientes frescos e agradáveis. Ainda conferem vida e beleza, independentemente do lugar.
Mas é preciso tomar alguns cuidados para que o jardim tenha vida longa e saudável. No caso do jardim vertical, a arquiteta paisagista Ana Flávia Alves afirma que é necessário sempre observar o local onde o jardim será implantado e as espécies de plantas utilizadas. Além disso, segundo ela, é de suma importância verificar se existem pontos de entrada e de saída de água e escolher o tipo de material mais adequado para a estrutura do jardim, que pode ser instalado em módulos de plástico, cerâmica ou blocos de concreto.
Os módulos de plástico são reciclados e, por isso, ecologicamente corretos. Estão sendo bastante utilizados devido à praticidade. São leves e contam com o sistema de irrigação acoplado. Os de cerâmica, por sua vez, exigem uma mão de obra maior, pois é rebocado com argamassa e necessita de uma camada de pintura ou revestimento. Também contam com sistema de irrigação. Já os blocos de concreto são bastante pesados por serem armados com estruturas de ferro. Não disponiblizam a irrigação, sendo próprios para jardins de muros.
''É possível criar um belo jardim vertical em qualquer espaço, mas é preciso considerar alguns itens naturais, como a exposição ao sol e ao vento, para fazer as escolhas certas'', afirma a paisagista, orientando verificar se o local onde o jardim será instalado não pega nenhuma estrutura, como vigas, pilares, encanamentos e fiação.
Ela destaca que as plantas pendentes, como aspargo, petúnia e amor perfeito, se adaptam muito bem a esse tipo de jardim, mas que existem uma infinidade de espécies compatíveis, como a alocácia, sedum, columéia, entre outras.
A arquiteta paisagista Solange Pereira Facioli lembra que - independentemente da espécie - as plantas são seres vivos e precisam receber cuidados especiais. A manutenção do jardim vertical inclui irrigação e adubação, cuja frequência e intensidade variam de acordo com a planta. É importante receber orientações de um profissional da área. Ela ressalta que o mercado já oferece módulos thermogreen que possuem um sistema específico de irrigação, contemplando coleta de água e sistema de adubação.
Ana Flávia acrescenta que se o módulo de instalação não incluir a irrigação, como é o caso dos blocos de concreto, é preciso molhar as plantas com cuidado. ''Não é aconselhável utilizar mangueira para não amassá-las e prejudicá-las. O indicado é usar um regador'', orienta.
O preço do jardim vertical varia de acordo com a espécie e a quantidade utilizada. Segundo a paisagista Ana Flávia, as plantas de sol custam a partir de R$ 10 a unidade e as de sombra a partir de R$ 25. ''Com o uso de mais de cinco espécies é possível alterar o microclima do local'', diz.
A engenheira agronôma Maria Augusta Gambirini Spagnolo não esconde a sua paixão pelas plantas. Em sua residência ela conta com um jardim vertical com várias espécies de orquídeas. ''Aproveitei o espaço para colocar um orquidário vertical, que exige cuidado diário especialmente na época do verão. Quando está muito quente irrigo as plantas todos os dias. No inverno, coloco água duas ou três vezes na semana'', afirma.
A manutenção, de acordo com ela, também inclui adubação a cada dois meses. Em prol das plantas, Maria Augusta ainda utiliza pó de fibra de coco, que age como substrato, carvão e terra vegetal. Para evitar que as orquídeas recebam muito sol e sejam prejudicadas, o jardim foi instalado em uma pérgola, que impede a entrada direta da luz solar. O orquidário foi colocado em uma estrutura de blocos de concreto.



Fotos: Olga Leiria e Divulgação

Imagem ilustrativa da imagem CAPA - O charme dos jardins verticais
O jardim vertical, desenvolvido pelas arquitetas paisagistas Ana Flávia Alves e Solange Pereira Facioli, foi implantado em uma parede estreita do banheiro, mostrando que é possível implantar um jardim em diferentes ambientes. A planta utilizada foi a samambaia devido ao seu valor estético
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Para conferir vida ao local, a arquiteta paisagista Ana Flávia Alves optou por instalar o jardim em uma parede de seis metros de comprimento, mesclando columéia, alocácia e sedum
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Samambaia, petúnia e aspargo compõem o espaço, mesclando várias tonalidades de verde. O jardim foi instalado em módulos de plástico reciclado e conta com detalhes em madeira de demolição
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Uma forma inusitada é colocar as plantas dentro do armário, conferindo versatilidade na decoração, fazendo a diferença no ambiente
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Misturar diferentes espécies de plantas é também a sugestão das arquitetas Daniella e Pricilla Barros: ''As plantas podem deixar o ambiente mais aconchegante''
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O orquidário vertical traz várias espécies de orquídeas, que chamam a atenção pela delicadeza. O jardim vertical foi instalado em uma pérgola coberta por plantas, o que evita o contato direto das orquídeas com o sol
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