CAPA - Natural chique
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
Elaine Souza e Paula Barbosa Ocanha<br>Reportagem Local 
Se você vê um móvel com detalhes de palhinha e logo pensa que o lugar dele é na casa da vovó, ou escondido em um canto da sua casa, engana-se. Elemento muito popular no Brasil nas décadas de 50 e 70, a moda está sendo reinventada e voltando para conquistar espaços de destaques na decoração. A também chamada "palha de Viena" tornou-se conhecida na cidade austríaca no século XIX, e desde então é considerada um clássico. "A palhinha é um elemento que confere elegância aos ambientes e também está associada à nobreza, uma vez que já apareceu em peças como a poltrona Luís XV e cadeira Medalhão", explica a empresária e decoradora Maria Cristina Bahia, de Belo Horizonte (MG).
Quando virou febre na decoração, o material foi usado quase exclusivamente em cadeiras e poltronas, e assim é lembrado até hoje. Mas com o passar do tempo a trama vazada começou a ser encontrada em outros tipos de mobiliários, como camas e berços. "A palhinha é um elemento que pode transitar perfeitamente entre o clássico e o contemporâneo", afirma Maria Cristina.
A cabeceira desenhada pelo designer de interiores Marco Dias Reis para o Quarto do Rapaz, exposta na mostra Morar Mais Por Menos, na capital mineira, também é prova de que o estilo cai bem em locais menos óbvios. "Queria um material que trouxesse aconchego e personalidade ao ambiente e que, ao mesmo tempo, permitisse a passagem da luz", explica o designer. A escolha da palha natural para essa passagem da luz levou em conta que a cabeceira vai até o teto, e a cama está posicionada no centro do quarto. Além disso, segundo o designer, o elemento deixou o ambiente mais personalizado devido a mescla de estilos, uma vez que o Quarto do Rapaz é um ambiente moderno.
As arquitetas Maira Rossi e Karen Félix, da Arqui [lab] Arquitetura.Arte.Desing, de Londrina, explicam que a mistura de materiais naturais, como a palhinha, bambu, vime ou casca de coco com materiais mais urbanos, se usados na medida certa, "ajudam a trazer aconchego ao ambiente". No entanto, para que a decoração não ganhe um ar "antigo" ou mesmo "brega", é importante ficar atento aos excessos, para que o ambiente não fique poluído pela diversidade de texturas, ensinam. "Os materiais devem formar um todo, resultando em uma composição harmônica", completam as arquitetas.
Em relação à manutenção dos móveis de palhinha, Maira e Karen explicam que dependerá da exposição da peça às intempéries e da delicadeza da trama. "Normalmente a palha requer mais cuidado na limpeza, que deve ser feita sempre com água, sabão neutro e esponja macia, sem uso de materiais abrasivos".
Ainda há procura
A empresaria e arquiteta Eliane Tsuji Sato, da Chez Moi, afirma que os móveis provençais com palhinha sintética branca, da linha infantil, tem ótima aceitação entre os clientes. "As pessoas chegam procurando um berço normal, e quando conhecem essa linha gostam muito. A palha é atemporal, e com essa tendência eclética da decoração, de misturar elementos, ela fica bem em qualquer ambiente", conclui.






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