Uma das grandes preocupações deste século é, sem sombra de dúvida, o meio ambiente. Diante disso, é cada vez mais comum ver sociedade e empresas concentrando esforços e investimentos na criação de produtos ecologicamente corretos.

Na construção civil, projetos sustentáveis crescem a passos largos e já movimentam R$ 13 bilhões no Brasil. Na decoração, essa consciência deixou de ser modismo há muito tempo, tornando-se fundamental.

Reutilizar materiais para produzir móveis e objetos é uma ação cada vez mais comum entre designers e arquitetos. Hoje, o que era para ser descartado como lixo, se transforma em peças cheias de criatividade e beleza. Acessíveis ou muito valorizadas.

Assunto dos mais importantes, a sustentabilidade já é tema há seis anos da
6ª Mostra Müller Ecodesign, realizada no Shopping Müller, em Curitiba, onde todo ano profissionais da área trazem alternativas para decoração de ambientes que unem sustentabilidade com tendências contemporâneas de design.

"Hoje ser sustentável na arquitetura não é mais um estilo ou moda, é uma necessidade. É preciso ser ecológico, ser economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito", diz Rose Guazzi, arquiteta e consultora em projetos sustentáveis, de Curitiba.

Inserida desde o acabamento, como pisos, revestimentos de parede e iluminação, ao imobiliário, como móveis e acessórios, até a instalação e execução da obra, a sustentabilidade pode ser empregada em qualquer ambiente, tanto interno como externo.

"Os materiais são facilmente encontrados no mercado e nas indústrias, que já estão adequadas com este novo conceito. Há muitos produtos novos se destacando no mercado, como de luxo, por exemplo. Hoje conseguimos executar ambientes lindos, luxuosos e funcionais com produtos com responsabilidade sustentável", explica a arquiteta.

Da madeira ao papelão, da borracha aos tecidos, são várias as possibilidades de reaproveitar o que iria para o lixo. Itens produzidos com esses materiais, bem como garrafas pet, até fios de telefone, viram peças modernas e cheias de estilo nas mãos de designers.

"Peças e móveis sustentáveis combinam com tudo. Podemos integrar os projetos de vários conceitos e elementos com a sustentabilidade, isso é atemporal, portanto os profissionais saberão adequar os estilos sempre", comenta a profissional.

Na hora de decorar usando este conceito, Rose indica sempre buscar a origem dos materiais a serem utilizados, citando como exemplo a madeira. Neste caso, ela alerta para saber sua origem, se é mesmo de reflorestamento e certificada.

"É preciso buscar saber sempre as especificações técnicas do produto com o fornecedor ou o profissional escolhido para dar a consultoria sustentável", ensina.

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No espaço integrado, assinado pelo arquiteto Álvaro Cortes, o balcão é feito com madeira de demolição e dá mais modernidade ao espaço
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No projeto de Álvaro Côrtes, a sacada ganhou banco de madeira de reflorestamento, que divide espaço com um puff, criando uma charmosa atmosfera
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Materiais não agressivos à natureza, reaproveitamento de itens da construção civil que seriam descartados foram a premissa para as arquitetas Denise e Carolina Leal Ribas projetarem o Gazebo, durante a Mostra Müeller Ecodesign. As paredes do ambiente são vazadas e ornamentadas com plantas. Além disso, nas entradas foram colocadas cortinas brancas, as quais foram usadas, plissadas, para cobertura do teto. Os detalhes da decoração também demonstram alternativas sustentáveis para compor uma ambientação, a saber: velas feitas base de coco desidratado, outras velas inseridas em potes de vidro (revestidos com cordas); luminárias revestidas com galhos e bambus.
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Esta Galeria de Arte é uma proposta da arquiteta Juliana Lahóz, que apresenta os quatro elementos da natureza – água, terra, fogo e ar. O piso é composto por um espelho de 16 m, que reflete o móbile de águas vivas – pendurados no teto –, as orbes de fios de seda e os croquis urbanos foram elaborados por artistas independentes – André Coelho, Cássio Shimizu, Fabiano Vianna, Reinoldo Klein Neto, Simon Taylor, Wagner Polack – que participam do grupo Croquis Urbanos Curitiba. Tem-se aí dois elementos, a representação da Água (espelho) e o Ar (nos elementos suspensos). Chapas de compensado – usadas em estrados de caminhões – formam a estrutura orgânica do elemento Terra. O fogo está presente nas luminárias de barbante e papel de seda dispostas no compensado
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O espaço Champanharia é assinado pelo arquiteto Thiago Bueno Salcedo, e apresenta materiais beneficiados – como a madeira de demolição –, ferro fundido (para ornamentação da bancada), iluminação LED. Destaque para mesa de centro, cuja base foi criada com 16 garrafas de vidro (posicionadas na posição horizontal, unidas pelas bocas e amarradas com duas cintas de couro ecológico), o tampo é de vidro translúcido. O ambiente sóbrio valoriza tons escuros e trabalha com materiais pesados, ao mesmo tempo atende as tendências clássicas e minimalistas
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Inspirada em um ambiente de casa de campo, a arquiteta Fabianne Brandalise fez do Espaço Gourmet da 6ª Mostra Müeller Ecodesign, um local composto por uma ilha com cooktop para preparo dos alimentos, acoplada a uma bancada de apoio, na lateral direita foi posicionada uma pia de louça. Toras de árvores mortas foram usadas como bancos, caixas de frutas (produzidas com madeira de demolição e pintadas de com tinta automotiva branca) servem de armário e floreiras. Os elementos proporcionam um ambiente que une o campesino ao moderno.
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