Da Redação
A General Motors vai produzir a sua primeira minivan brasileira, até o final deste ano, com índice de nacionalização inicial entre 70% e 75%. A informação é do presidente da General Motors do Brasil, Frederick Henderson. O modelo Zafira, já existente na Europa, chega para a GM também participar de um segmento de mercado que começou a ser testado pela Renault, com o modelo Scénic.
Henderson estima que o segmento de monovolumes poderá chegar entre 150 mil a 200 mil unidades por ano no Brasil daqui a três ou cinco anos. A Zafira brasileira terá motor Astra.
A GM deve introduzir o modelo entre a pequena Corsa Wagon e a Blazer. O desenho da Zafira é limpo, lembrando um pouco o Astra, no qual é baseada, mas consegue mostrar um personalidade própria.
No interior, a Zafira oferece espaço para sete pessoas. A distribuição dos bancos é a seguinte: dois, três, dois assentos, diferente da Fiat Múltipla, que apresenta dentro do seu habitáculo a configuração de duas filas de três bancos para abrigar seis ocupantes.
A Zafira adota subchassi, suspensão dianteira McPherson e traseira por eixo de torção do Astra, embora os amortecedores tenham sido recalibrados para compensar a maior massa e o centro de gravidade mais alto da Zafira.
Na Europa, inicialmente o modelo foi oferecido com duas opções de motor a gasolina; uma unidade a diesel com 1.995 cm3 e 16 válvulas chegou ao mercado no final do ano passado.
A versão de base – chegou ao mercado europeu no primeiro semestre do ano passado –, com 1.598 cm3 e 16 válvulas, rende 98 cv a 6.000 rpm, segundo o fabricante, capazes de levar o modelo de 0 a 100 km/h em cerca de 14 segundos e à velocidade máxima de 177 km/h.
Já o motor de 1.796 cm3 e 16 válvulas, reservado para as versões luxuosas, gera 113 cv a 5.400 rpm (de acordo com o fabricante), podendo levar a minivan de 0 a 100 km/h em pouco mais de 12,5 segundos e à máxima de 185 km/h.
O presidente da General Motors do Brasil, Frederick Henderson, disse estar frustrado com o novo adiamento do acordo para o regime automotivo do Mercosul. Por outro lado, ele está animado com a perspectiva de o acordo bilateral do setor entre Brasil e México, que deve ser negociado no início do próximo mês.
A General Motors deverá exportar para o México, este
ano, 5.000 veículos. Segundo o executivo, a marca tem entre 25% e 30% daquele mercado, que soma 600.000 veículos por ano. ‘‘O México será o primeiro alvo da recuperação dos nossos mercados de exportação’’, destacou.