Zafira marca entrada da GM nos monovolumes
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sábado, 14 de abril de 2001
Ed Carlos Rocha De Lisboa, Portugal 
A Chevrolet está apostando no aproveitamento do espaço para colocar no mercado o seu novo lançamento: o Zafira, veículo que marca a entrada da empresa no segmento dos monovolumes (carro no qual o compartimento do motor e o porta-malas ficam embutidos no corpo central da carroceria). O veículo já está chegando às concessionárias com o diferencial entre os nacionais da categoria de ser o único com capacidade para sete pessoas, o que é possível devido à adição de dois bancos no espaço onde normalmente fica o porta-malas.
Com o lançamento, que tem as versões 2.0 litros 16 válvulas (136cv) e oito válvulas (116cv), a GM quer enfrentar e derrubar o seu principal concorrente na área: o Scénic, lançado no início do mês pela Renault. O segmento, que busca sempre atrair as familias, também vai ganhar no início do mês que vem um novo concorrente, o Citroen Picasso. A GM quer pelo menos 35% desse mercado, que no ano passado teve 32,8 mil unidades vendidas.
Para ganhar mercado, a GM espera cativar os clientes pelo preço. O Zafira 2.0 16 válvulas vai custar R$ 39,6 mil e o oito válvulas, R$ 34,6 mil. O Scénic 2.0 16 válvulas custa quase R$ 42 mil, mas oferece a mais como item de série air bag, CD-player e freios ABS. Com estes equipamentos, o Zafira 2.0 16 válvulas passa a custar R$ 43 mil.
Um dos grandes atrativos da Zafira está no seu interior, que conta com o sistema Flex7. Por meio dele, os bancos são colocados em até 28 posições diferentes. Com isso, é possível ter o carro com dois ou sete passageiros. Nessa variação, o volume de bagagem pode ficar entre 150 (com sete passageiros) e 1,7 mil litros (com dois passageiros).
Mas ocupar os dois bancos da terceira fileira requer um certo esforço. Os assentos são mais ideais para crianças, já que um adulto não fica totalmente confortável devido à proximidade com os bancos da segunda fileira. Outro problema para quem vai atrás é a sensação de insegurança devido à proximidade com a tampa do porta-mala. Apesar disso, a GM afirma que o carro atende às normas européias de segurança.
A Chevrolet Zafira, que já existe na Europa, é fabricada no Complexo Industrial de São José dos Campos (SP), na mesma linha de montagem do Corsa. O veículo é derivado da plataforma Astra e traz variações mecânicas em relação ao modelo europeu para melhor adequação às condições brasileiras de rodagem. Uma das alterações está na suspensão, que contribui para a estabilidade do veículo mesmo tendo altura do solo mais alta do que a européia. O sistema de freio é a disco nas quatro rodas.
O visual do carro é moderno, com linhas aerodinâmicas e harmoniosas. Os faróis dianteiros, totalmente transparentes, reforçam a aparência moderna da Zafira e promovem uma eficiência luminosa 30% superior a dos convencionais, pois são equipados com lâmpadas halógenas H7.
O interior é simples, mas funcional. Todos os instrumentos no painel são de fácil visualização. A coluna de direção é regulável. O pára-brisa é refletivo, o que, segundo a GM, reduz em mais de 25% a propagação de calor para dentro do veículo. (O jornalista viajou a Portugal a convite da General Motors)


