Zafira, de cara nova, ganha motor Flex
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sábado, 27 de março de 2004
Erika Zanon<br> De Guarujá, SP 
A primeira impressão é de que nada mudou. Com um olhar mais atento, entretanto, é possível notar pequenas alterações na nova geração da minivan Zafira. O modelo, que chega como versão 2005, traz visual semelhante ao Astra, graças ao pára-choques mais encorpado e o filete cromado na grade frontal. Porém, é debaixo do capô que a minivan da Chevrolet traz a maior novidade: o motor 2.0 8V Flexpower, que poder ser abastecido com álcool, gasolina ou com ambos combustíveis em qualquer proporção.
A tecnologia bicombustível, desenvolvida pela Bosch, promete praticidade e economia ao usuário, e ainda abre caminho para que outros carros da família II da GM, entre eles o Astra e o Vectra, sejam equipados com este motor. A minivan é o primeiro modelo da categoria a ter esse sistema, além de ser equipada com acelerador eletrônico e câmbio automático, como opcional.
Fora a versatilidade de uso, a nova motorização bicombustível proporcionou um ganho na potência e torque do carro. A antiga versão, movida unicamente a gasolina, produzia 116 cv e tinha 17,3 kgfm de torque. Já o propulsor 2.0 8V Flexpower gera 127,6 cv com o uso exclusivo do álcool e 121 cv abastecido com gasolina. O torque também é maior: 18,3 kgfm (gasolina) e 19,6 kgfm (álcool).
Em termos de desempenho, a Zafira pode atingir os 188 km/h de velocidade máxima. Quanto à economia, a versão flexfuel com gasolina faz 9,6 km/l contra 9,3 km/l alcançados pelo modelo anterior 2.0 de 8V. Se o tanque estiver com álcool, a média chega a 6,7 km/l, na cidade, segundo dados da montadora. Além do motor bicombustível, a Chevrolet vai continuar a comercializar a Zafira com motor 2.0 de 16V a gasolina, que tem potência de 136 cv.
Na prática, a minivan não apresenta uma performance surpreendente, muito menos esportiva, mas oferece boas arrancadas e mostra fôlego nas retomadas. A versão automática ainda conta com uma ajuda extra: um botão próximo ao câmbio que permite deixar o carro com um ''ânimo'' extra, muito eficiente nas subidas e ultrapassagens. Bem acertada, o sistema de suspensão garante estabilidade e segurança nas curvas.
Mesmo sem grandes mudanças no design - a Zafira ainda carrega linhas convencionais e conservadoras - a GM aposta no espaço interno do veículo para conquistar o consumidor. E não é para menos. A Zafira é o único monovolume nacional a ter a opção de sete lugares, graças a dois bancos dobráveis escondidos no assoalho.
Com a idéia de passar a mensagem de carro ideal para a família, a minivan consegue obter um espaço para bagagem de até 1.700 litros se estiver com apenas dois bancos. Por outro lado, se os dois últimos banquinhos estiverem posicionados quase não sobra espaço. Os assentos da Zafira podem ser deitados e rebatidos em 28 posições diferentes, conferindo a praticidade e versatilidade do sistema Flex 7.
Outra novidade são as mudanças no interior que permitiram à montadora dividir os diferentes tipos de acabamento em três grupos. A versão Confort, modelo de entrada da linha, incorpora como destaques o ar-condicionado digital, trio elétrico e direção hidráulica. A Elegance conta com itens de segurança e aparência adicionais, como o freio de estacionamento cromado e a opção de câmbio automático. Já a versão Elite, top de linha, oferece mais conforto e vem equipada com teto solar, air bags laterais e freios com sistema ABS.
As 21 inovações interiores da Zafira, disponíveis de acordo com a versão, refletem a política atual da chevrolet que pretende lançar modelos mais atraentes, com o objetivo de recuperar as vendas. ''A liderança é difícil, mas é a meta. Para isso devemos ser criativos e produzir veículos com qualidade'', disse o presidente da GM no Brasil, Ray Young. A montadora almeja vender cerca de mil Zafiras por mês e alcançar as concorrentes Renault Scénic e Citroen Picasso, que em 2003 foram líderes do segmento. Os preços da Zafira variam de R$ 52.290 (Confort) a R$ 69.940 (Elite).


