Num setor que não sabe o que é crise, a Yamaha procura empresários para ampliar sua rede de concessionários em todo o País. O investimento para abrir uma revenda autorizada varia de R$ 100 mil a R$ 300 mil, dependendo da praça. A rentabilidade pode chegar a 7%, segundo o gerente da marca, Aurélio Maranha.
Se comparado com o segmento de automóveis, o investimento numa concessionária de motocicletas é pequeno. Um ponto de venda de carros autorizados demanda investimentos médios que variam de R$ 2 milhões até R$ 5 milhões. A margem de lucro também é superior. Os revendedores de automóveis hoje não estão conseguindo lucrar mais do que 1,2% do preço do veículo.
A busca da Yamaha por novos concessionários deve-se a um novo projeto de expansão da marca em regiões pouco exploradas, principalmente Nordeste do País. Hoje a montadora tem 142 concessionários. Quer chegar a 200 até o final de 1999. Até lá, projeta dobrar as vendas para 80 mil unidades por ano, número que representa sua atual capacidade.
Apesar de ser a vice-líder do mercado, a Yamaha está muito longe da primeira colocada, a Honda. Sua participação no mercado é de 6,3%. A Honda mantém uma cômoda posição com a fatia de 90,6%. Em relação ano passado a participação da Honda aumentou 20,6%, enquanto a da Yamaha caiu 5,7%. Segundo Maranha, a marca assumiu uma nova postura, valorizando os mercados menores, nos quais não vinha atuando.
A Yamaha também começou a apostar no mercado de motos pequenas e lançou este ano o modelo Crypton, de 105 cc. Hoje, a Crypton, que custa R$ 2.400,00, representa 42% das vendas da marca. Os fabricantes de motocicletas se esforçam para dividir melhor o mercado hoje dominado pela Honda. No entanto, as participações ainda são muito pequenas. Abaixo da Yamaha, o ranking é dividido por marcas como a Agrale e as marcas de veículos de pequenas cilindradas, como Brandy, Caloy e a coreana Hyosung. A participação dessas marcas varia e 0,2% a 1% cada uma.

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