O que era bom ficou melhor. A YZF-R1, a moto superesportiva da Yamaha, chega na versão 2000 ao Brasil com muitas mudanças. Todas, ou melhor, as 550 alterações feitas pela marca japonesa, transformaram a motocicleta em um verdadeiro objeto de desejo.
Não é para menos. A R1 tem um ‘‘coração’’ de 998 cc que gera 150 cv de potência, necessários para levar o piloto a sentir sensações a mais de 260 km/h. Para deixar a moto ainda mais mais desejada, a Yamaha tabelou o preço de venda da R1 em US$ 19.500, o equivalente a R$ 35 mil, no mercado brasileiro.
O preço não foi a única mudança radical no modelo. Na aparência, houve a troca de faróis, dos piscas traseiros e remodelagem dos espelhos retrovisores, que ganharam hastes mais curtas e ampliaram o campo de visão do piloto. No chassi, a Yamaha mexeu no quadro de instrumentos e na carenagem, colocando um banco mais estreito para o garupa e rebaixando o tanque de gasolina.
Já na parte técnica, a R1 recebeu um novo motor de arranque (mais compacto e rápido), relação de marchas mais curtas (da primeira para a segunda) e seletor da alavanca do câmbio mais firme. Além disso, a moto ficou 2,5 quilos mais leve (177 kg), facilitando a sua pilotagem. Só o escapamento, que agora é de titânio, fez a Yamaha ganhar quase um quilo a menos no peso total da moto.
Esteticamente, é muito parecida com a versão anterior. A Yamaha buscou aumentar o conforto na sua condução, sem que isso afetasse sua característica racing (de competição). Ainda que a altura máxima da moto tenha aumentado somente em 10 mm, a estrutura geral é mais ergonômica. O chassi, do tipo Deltabox, agora é construído com uma nova liga de alumínio que libera maior flexibilidade controlada do conjunto dianteiro, sem a necessidade de modificação no garfo. O garfo dianteiro é mais sensível, e a posição em que foram colocadas as pinças de freio facilitam ‘‘o mergulho’’ nas curvas.
Além disso, foi alterado o desenho do banco, elevando um pouco o subchassi traseiro que o suporta, para proporcionar uma posição de pilotagem mais esportiva e para baixo, segurando bastante a frente nas acelerações.
Os freios dianteiros estão mais leves e receberam novas pastilhas, aumentando a eficiência na frenagem. Para obter respostas mais controladas, graças à nova carburação e ignição, a válvula ‘‘Exup’’ abre mais tarde oferecendo resposta mais suave quando acionado o acelerador. Por último, a caixa de câmbio foi melhorada internamente e as engrenagens receberam pequenas modificações que eliminaram totalmente os barulhos de engate.
Também foram desenvolvidos especialmente para a R1 novos pneus Dunlop D207, cujo perfil dá à moto condições de girar sem oposição nas curvas.

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