DivulgaçãoO Xsara moderniza as linhas externas dos produtos da marca, que contam com tecnologia de ponta O Citroen ZX ganhou um concorrente dentro da própria Citroen. A marca francesa apresentou o novíssimo médio-compacto Xsara no Salão Internacional de Frankfurt, no último mês de setembro. Os dois modelos vão conviver no mercado por um tempo, até que o público europeu, mais conservador que o brasileiro, tenha absorvido a novidade.
O Citroen Xsara será produzido inicialmente nas fábricas de Rennes la Janais, na França, e de Vigo, na Espanha. A produção de 300 mil veículos a partir deste ano será distribuída no mercado europeu e só a França deve consumir 33% do total. A importação para o Brasil não está definida. O mais provável é que, enquanto os dois modelos conviverem na Europa, por aqui seja comercializado apenas o ZX nas versões francesa e uruguaia, como hoje.
A Citroen vai tirar proveito desta convivência no plano de lançamento montado para o Xsara. O carro começará a ser comercializado apenas na configuração com cinco portas. Em um segundo momento será introduzida a versão de duas portas. Por isso também a montadora evita a palavra substituição. Mesmo que não deixe claro é o que vai acontecer ao afirmar que ‘‘o caminho aberto pelo ZX fará com que o Xsara se posicione rapidamente no mercado’’.
A versão duas portas deve chegar ao mercado europeu apenas no final do ano
Apesar dos eufemismos, o certo é que o ZX já sente o peso da idade e tem seis anos de mercado. Mais pelo design repleto de linhas retas que por qualquer defasagem tecnológica. Externamente o Xsara é uma inovação na linha Citroen. Os contornos são suaves e as angulações de faróis e lanternas mais ousadas. Um aperfeiçoamento estilístico que nunca foi o forte dos franceses.
O design extremamente aerodinâmico do Xsara apresenta frente em cunha e traseira já na mais recente tendência mundial: em vez de alto, o porta-malas é descendente em relação ao vidro traseiro e cai em contornos suaves e sem saliências. Observado de perfil, o Xsara exibe semelhanças com o Ford Escort.
No aspecto tecnológico, as inovações já não são tão marcantes em relação ao ZX. Ganhou equipamentos, é claro, como air bags laterais e sensores de chuva. Mas tem, por exemplo, as rodas traseiras também esterçantes, que acompanham sutilmente os movimentos das dianteiras.
A importação do modelo para o Brasil não está definida porque depende do consumidor
O mais notável em termos de evolução tecnológica, porém, é a introdução do motor 2.0 16V. Ele tem nada menos que 167 cv de potência a 6.500 giros e potência semelhante à dos motores do Tempra Stile Turbo e do Omega 4.1.
A mágica da multiplicação da potência vem de uma idéia engenhosa. O cabeçote em alumínio possui uma antecâmara para cada cilindro. Como esta antecâmara não tem contato direto com o pistão, a mistura ar/combustível pode ser comprimida durante três dos quatro tempos do motor, admissão, compressão, explosão e escape. Resultado: quando é admitida na câmara de combustão, a mistura está sob uma pressão equivalente a três atmosferas. Maior que a proporcionada por turbocompressores em automóveis de série.
O modelo com cinco portas foi escolhido para fazer a estréia do novo produto
Além dessa, a Citroen vai oferecer mais quatro motores a gasolina e outros dois a diesel. Estes motores a gasolina pertencem à mesma geração que atualmente equipa o compacto Saxo, como o 1.4 litro, com 75 cv a 5.500 rpm, e o ZX, caso dos dois propulsores de 1.8 litro, um com oito outro com 16 válvulas, com 90 cv a 5 mil giros e 116 cv a 5.500 rpm respectivamente.
Os modelos a diesel têm motores 1.9 litro, de 68 cv a 4.600 rpm na versão aspirada e 90 cv a 4.600 rpm na turbinada. Para oferecer esta opção, a montadora se apóia na tendência apresentada no mercado europeu ano passado. Foram vendidos mais de 900 mil veículos médios a diesel. Na Áustria, por exemplo, chegou a 51% do segmento. Na França e na Espanha foi a 45,3% e 42,9%, respectivamente.

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