Outra grande surpresa apresentada no Salão de Paris e que foi mantida guardada a sete chaves é o novo Citroen C5. Construído para substituir, de uma só vez, o modelo XM e o Xantia, o C5 dá início a uma nova geração dos carros da marca francesa.
Mais confortável, seguro e com linhas atualizadas, o carro também teve o conjunto mecânico aperfeiçoado, com destaque para a suspensão ativa de terceira geração. Trata-se de um interessante sistema que rebaixa o veículo à medida que a velocidade vai aumentando. O recurso melhora a estabilidade e a aerodinâmica, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de combustível.
O novo modelo começa a ser vendido na Europa a partir de janeiro e irá conviver com as versões básicas do sedã Xantia por algum tempo. No Brasil, o C5 chega às lojas somente em setembro de 2001.
O visual segue o mesmo estilo do reestilizado Xsara e da minivan Picasso, caracterizado pelos enormes faróis em conjunto com o logotipo da marca francesa colocado em destaque na grade dianteira.
Com 4,62 metros de comprimento, o novo C5 deverá concorrer com o Laguna II e o novo Ford Mondeo, que também está sendo lançado oficialmente em Paris. O C5, que é 5 centímetros mais baixo que seus concorrentes, será o topo de linha da Citroen até 2006, quando a montadora deverá lançar a geração C6.
No interior, os ocupantes são protegidos por seis air bags e contam com o conforto dos bancos de couro com ajustes elétricos. Instalado no centro do painel de cantos arredondados, um display exibe as informações do computador de bordo, do sistema de som e do ar-condicionado de controles eletrônicos individuais. O volante de quatro raios conta com teclas de comando do sistema de som (com 10 alto-falantes e CD para 6 discos).
São duas as opções de motor: 2.2 de 136 cavalos e 3.0 V6 de 210 cv. Ambos podem ser acoplados a um câmbio manual de cinco marchas ou ao novo câmbio automático, que permite trocas sequenciais por toques na alavanca.

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