Fotos: DivulgaçãoO Wrangler encara de frente qualquer obstáculo com categoriaEntre os dois Jeeps que a Chrysler está comercializando no Brasil, o que mais arranca suspiros dos jipeiros mais tradicionalistas é o Wrangler. E não é para menos. Ele pode ser considerado a edição atualizada do lendário Jeep criado pela Willys em 1941 para brigar no front e que depois da guerra foi o responsável pelo nascimento da prática do off road como lazer.
Mas não é só o desenho e o nome que podem entusiasmar os jipeiros habilitados a desembolsar mais de US$ 38 mil pelo Wrangler. Além de desfilar em um modelo com o status de ser um autêntico Jeep, o entusiasta do off road ainda encontra um interior confortável e bem acabado. São air bags, ar condicionado, direção ajustável e direção hidráulica.
Os trilheiros não precisam ficar inibidos com tanta comodidade. Após as trilhas, o Wrangler pode ser limpo com o uso de uma mangueira, já que o material empregado no interior é lavável e há drenos no assoalho para a água sair. Só falta mesmo um pouco mais de espaço interno tanto no banco da frente como no de trás, onde só há lugar para duas pessoas.
A Folha Carro & Cia avaliou a versão com câmbio automático por ruas estradas da região. O que mais importa para o verdadeiro jipeiro é mesmo o desempenho do carro no off road. E nesse ponto crucial na carreira de qualquer 4X4, o Jeep Wrangler não desmerece seu nome. Apesar do motorista ficar um pouco espremido no seu lado esquerdo, a posição de dirigir não deixa que se sinta saudades dos velhos Willys. O acionamento de tração 4X4 e reduzida pode ser feita mesmo com o carro em movimento. Apesar de exigir força para ser feito, este tipo de engate é prático, mas tem um lado negativo. Como o modelo não tem roda livre, o diferencial dianteiro nunca deixa de funcionar. Ou seja, menos vida útil para o diferencial e mais uma engrenagem para o motor movimentar.
O modelo é equipado com motor de 4.0 litros que gera potência de 177 cv
De qualquer maneira, isso não impede que o 4X4 reduzido, ao lado do poderoso motor de seis cilindros com 4.0 litro e 177 cv garanta um bom torque ao carro já a menos de 2 mil giros. Juntos, eles permitem ao Wrangler tirar bom proveito das suas generosas dimensões. Principalmente do ângulo de ataque de 42,5 graus, que permite mergulhos mais radicais sem que a frente arraste no chão. O ângulo de saída de 30,5 graus também é bom para livrar a traseira de ancorar no solo. O angulo de rampa é de 25,5 graus.
O modelo, porém, poderia ter uma distância livre do solo um pouco maior, à exemplo dos antigos jeeps, o que facilitaria a transposição de lombadas e crateras mais radicais. Isso pode ser resolvido com a adoção de rodas de raio 16 ao invés das originais aro 15. Nessa operação, quem quer realmente fazer trilha com o Wrangler deve também trocar o tipo de pneu. O original é do tipo street e a Chrysler não dispõe de outro modelo como opcional. O ideal seria no mínimo um pneu do tipo cidade/campo.
Os pneus são apenas parte de um conjunto de equipamentos que quem leva a sério o off road vai colocar no carro, como faróis auxiliares, quebra-mato e rádio comunicador. O jipeiro não precisará se preocupar, todavia com o santantônio, já que o modelo já traz de fábrica uma armação tubular, inclusive revestida de espuma, para amortecer choques com as cabeças dos ocupantes. Uma mania dos jipeiros que não vai encontrar espaço no Wrangler é a de encher o painel de mostradores extras. No herdeiro do velho Willys, as aventuras no fora de estrada são monitoradas por um painel já bem completo e de fácil leitura, que conta inclusive com conta-giros, voltímetro e marcador de pressão do óleo.
O veículo atinge a velocidade máxima de 170 km/h na versão automática (a mais vendida). O Consumo de combustível é de 4,8 km/l na cidade e 8,7 na estrada. Isso também na opção automática.

mockup