VW apresenta o Novo Jetta
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sábado, 26 de março de 2011
Wilhan Santin <br>Reportagem Local 
Mogi das Cruzes (SP) - A Volkswagen está apostando alto no Novo Jetta para ganhar espaço na categoria dos sedãs médios, a qual emplacou 165 mil veículos no País no ano passado. De acordo com Thomas Schmall, presidente da montadora alemã no Brasil, a meta é vender pelo menos 2 mil unidades do carro apresentado na última semana à imprensa. ''Estamos em um momento de crescimento. Até 2018 queremos liderar o mercado mundial'', disse Schmall, esbanjando otimismo, à FOLHA.
Um dos trunfos para ganhar espaço no mercado é oferecer o Novo Jetta em duas versões, bastante distintas, principalmente no que se refere a motorização: Comfortline e Highline.
A versão Comfortline conta com motor 2.0 Total Flex de quatro cilindros - o Jetta anterior tinha motor 2.5l de cinco cilindros - e transmissão automática de seis marchas ou manual de cinco, produzindo 120 cavalos de potência. Abastecido com etanol, é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 10 segundos na versão manual e em 11,1 segundos na versão automática, segundo a fabricante. Os preços: Comfort Line manual: R$ 65.755; Comfort Line automático R$ 69.990. Segundo a montadora, o consumo para a versão manual na cidade é de 6,7 km/l (etanol) e 9,8 km/l (gasolina). Na versão automática o consumo é 7,2 km/l (etanol) e 10,4 km/l (gasolina), também em uso urbano.
Já a versão Highline, que deve responder por 30% das vendas do Novo Jetta, apresentada como ''o mais novo esportivo vestido de sedã'' pelos executivos da Volkswagen está mais próxima de ser a sucessora do Jetta anterior. O motor 2.0l TSI é capaz de produzir 200 cavalos. A transmissão é automática de seis velocidades. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,3 segundos, com gasolina, o único combustível aceito por essa motorização. A montadora garante que o consumo, na estrada, é de 14,8 km/l e na cidade, 11,5 km/l. As diferenças de potência aparecem também no preço. O Novo Jetta Highline chega às concessionárias custando R$ 89.520.
Desenvolvido na Alemanha e fabricado no México, o Novo Jetta é maior que seu antecessor. A distância entre-eixos é de 2,65 metros e a largura é de 1,77 metro, que proporcionam bom espaço interno, com ganho para os passageiros de trás. O comprimento total, 4,64 m, é o maior da categoria e o porta-malas oferece 510 litros.
No interior, destaque para o painel, que é bem visível e, somente na versão produzida para o mercado brasileiro, traz marcador de temperatura e de combustível junto aos mostradores analógicos de velocidade e RPM.
Teste
A FOLHA testou as versões Highline e Comfortline manual do Novo Jetta em um percurso de 100 quilômetros entre Mogi das Cruzes e o litoral de São Paulo.
O modelo Highline oferece muito conforto ao motorista. Equipado de série com freios ABS, ASR, EDL e controle eletrônico de estabilidade ESP, rodas de liga com 17 polegadas, ar-condicionado com duas zonas, controle automático de velocidade (piloto automático), sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, sensor crepuscular e sensor de chuva; o carro, com seus 200 cavalos, tem ''boa pegada'' quando é preciso acelerar para valer. Se acionada a versão esportiva do câmbio, é preciso ter cuidado para não se chegar facilmente a uma velocidade incompatível com as estradas brasileiras.
O Comfortline manual não traz grandes surpresas pelo fato de o seu motor estar, entre outros, no Golf. Mas, em se tratando de um 2.0l de quatro cilindros, não decepciona. Tem boas retomadas. Vem equipado com rodas de liga leve com 16 polegadas e pneus 205/55 R16, limpadores de para-brisas com variação intermitente, além de para-choques, retrovisores e maçanetas na cor da carroceria. O carro também tem protetor de cárter, espelhos retrovisores com acionamento elétrico aquecidos e saída de escapamento dupla.


