VW aposta no aumento das exportações
A Volkswagen pretende faturar com exportações US$ 1 bilhão este ano e US$ 1,2 bilhão em 1999. O aumento de 20% previsto para o próximo ano deve ser obtido por meio da ampliação de contratos atuais, com o Chile, por exemplo, e o início da fabricação de carros mundiais, como o Golf, na nova fábrica da montadora em São José dos Pinhais (PR).
Segundo a diretora de Assuntos Governamentais da Volkswagen, Elizabeth Carvalhaes, a diferença entre o início da produção e a exportação dos próximos lançamentos da marca será reduzida para apenas três meses.
De acordo com a executiva, hoje a indústria precisa começar a exportar os modelos tão logo são lançados. A Volkswagen exporta hoje 20% do que produz. Mas quer chegar a 25%. A empresa prevê estar produzindo 950 mil veículos por ano, somente no Brasil, a partir do ano 2002. Hoje, a produção anual é de cerca de 750 mil unidades.
Assim que a linha do Passat começar a ser produzida na Argentina, a empresa alemã alcançará no Mercosul produção anual mínima de 1,1 milhão. Esse volume representará um terço da produção mundial da companhia. Até o fim da década, o grupo deverá estar fabricando anualmente 3 milhões em todo o mundo, com 230 mil funcionários. No Brasil a empresa emprega 29 mil pessoas e na Argentina, outras 3.800.
Segundo Elizabeth, a empresa também trabalha para fortalecer mercados da América Latina. O Chile, que comprava 1.500 caminhões e ônibus da marca por ano, passará comprar 6 mil/ano a partir de outubro próximo. A montadora também está negociando contratos com a África do Sul.
Elizabeth lembrou o projeto do governo para chegar a US$ 100 bilhões em exportações anuais até 2002. O setor privado está fazendo um intenso esforço para atingir esta meta, disse. Ela não destacou nenhum pedido da indústria para programas especiais de incentivos destinado a elevar as vendas ao exterior. Eu troco qualquer incentivo pela reforma fiscal, afirmou.





