WOLFSBURG, Alemanha - A Volkswagen alemã aceitou sexta-feira sacrificar seu poderoso diretor mundial de Compras, Jose Ignácio López de Arrioutúa, para tentar solucionar as disputas com a General Motors. O conselho de administração da empresa aceitou o pedido de demissão de López, um dos principais executivos da empresa e alvo de acusações de espionagem industrial desde que abandonou a direção da GM, há três anos, para trabalhar na VW.
‘‘O conselho de administração aceitou terminar o contrato de López a partir da última sexta-feira, durante uma reunião’’, informou a empresa. Representantes da VW, porém, voltaram a desmentir as acusações contra López e três outros ex-executivos da GM, que hoje estão na Volks. Todos eles foram denunciados por supostos roubos de caixas contendo documentos secretos da GM quando abandonaram a empresa em 1993.
Os advogados que representam López explicaram que seu cliente pediu para deixar a Volks para poder concentrar os esforços em sua defesa e criar a tão sonhada empresa de consultoria no setor de compras industriais. Seu pedido de demissão já era esperado.
As pressões para a aceitação do pedido aumentaram na terça-feira quando um juiz de Detroit decidiu permitir que a GM cobrasse eventuais prejuízos causados por López e outros três executivos que, como ele, passaram da General Motors para a VW, como é o caso de Ferdinand Piech. Ao permitir que o caso seja enquadrado na lei de combate à corrupção, usada principalmente para condenar integrantes da Máfia, o tribunal permitiu também que o valor da indenização a ser paga à GM em caso de condenação seja triplicado.

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