A Volvo, em menos de um ano, saiu da condição de marca fora das tendências de design mundiais para se adequar às últimas modas do mercado automobilístico. Primeiro ela rompeu com as linhas retas dos seus carros com os arredondados S40 e V40. Agora entra em um dos mais recentes modismos das marcas européias com um cupê. O carro, denominado C70, é o primeiro modelo de duas portas da marca desde o 480, lançado em 1986.
O C70 foi apresentado no Salão de Paris, em outubro deste ano, e começa a ser vendido na Europa e nos Estados Unidos em abril de 1997. Já no Brasil, o modelo 2+2 desembarca no final de 1997. Como os novos S40/V40, o C70 inaugura uma nova denominação da marca sueca, a C, que passa a ser adotada para identificar os modelos cupê. Mas as novidades vão além do nome.
As linhas arredondadas e o formato de cunha fazem o modelo de dimensões generosas - 4,72 m de comprimento, 1,82 m de largura e 1,41 m de comprimento - exibir um bom coeficiente de penetração aerodinâmico: 0,30 cx. O visual também é muito menos sisudo que o dos modelos clássicos da Volvo. Inclusive por ter apenas duas portas, o que deixa o C70 sem o ar família dos veículos de quatro portas.
O aspecto mais esportivo apresentado pelo modelo é uma das contribuições dadas pela TWR - empresa inglesa especializada em projetos de carros de competição -, que se associou a Volvo na construção do C70. Além das linhas arredondadas na parte frontal, uma entrada de ar no pára-choque, que também abriga pequenos faróis auxiliares redondos, dá uma pitada agressiva ao cupê. Os pneus largos de 225 mm e aro 16 ou 17, dependendo da versão, ajudam a complementar, juntamente com as rodas de visual arrojado, o lado esportivo. Há, ainda, a opção de equipar o C70 com pneus maiores, aro 18.
Apesar das formas romperem com o padrão da marca, no exterior a tradição da Volvo é mantida pela grande grade cromada do motor com o símbolo da empresa no meio. Mas mesmo este item ganhou bordas arredondadas. Já no interior, a característica de requinte e segurança dos modelos da montadora sueca foi mantida no novo carro.
Nos equipamentos de conforto e requinte, o C70 possui de série direção hidráulica, trio elétrico, rádio/CD player, ar condicionado e bancos de couro. Opcionalmente o modelo ainda pode ser equipado com um sistema de navegação por satélite. Já o câmbio pode ser manual de cinco marchas ou automático de quatro.
No quesito segurança, a Volvo não se fez de rogada e utilizou todos os seus equipamentos mais sofisticados no modelo. O único opcional é o espelho retrovisor com sistema eletrônico anti-ofuscante. A carroceria conta com áreas de deformação progressiva e as portas com barras de proteção contra impactos laterais. Os quatro ocupantes são assistidos por cintos de três pontos com pré-tensionadores. O motorista e o carona ainda são protegidos por air bags e sips bags - air bags laterais. Como auxílio para as frenagens, os freios a disco nas quatro rodas são reforçados por ABS.
Para manter a proposta de unir esportividade sem perder conforto, a Volvo adotou a mesma suspensão do 850 R. Na frente, é independente do tipo McPherson com barra estabilizadora. Atrás, é do tipo Volvo Delta-link, uma variação da multilink, com barra estabilizadora.
Já a motorização é digna de um esportivo. São quatro opções de motores a gasolina de quatro cilindros e 20 válvulas, todos turbinados. Em dois deles o turbo é de baixa pressão, no motor de 2.435 cm3 de 193 cv e no de 1.984 cm3 de 180 cv. A potência maior fica reservada para outro propulsor de 1.984 cm3, com mais pressão no turbo, que tem 225 cv, e para o motor de 2.319 cm3, que esbanja 240 cv. Em 1997, estes motores também estarão na versão cabriolet do C70, em desenvolvimento pela Volvo.

mockup