O Chevrolet Volt, carro elétrico equipado com o inovador sistema de propulsão E-Flex, será uma das atrações no estande da Chevrolet no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em outubro. O sedã foi apresentado em Detroit em janeiro de 2007 e, pela primeira vez, será exibido ao público brasileiro, que poderá conhecer o que há de mais avançado em termos de sistema de propulsão elétrica do mundo.
Veículo elétrico alimentado por bateria, com capacidade para quatro ocupantes, o Volt usa um motor a gasolina para gerar eletricidade adicional. Isso aumenta sua autonomia no trânsito. ''Ele foi o ponto de referência em tecnologia de bateria e um grande avanço. Ainda assim, os carros elétricos, no geral, tinham limitações de autonomia, pouco espaço para passageiros e bagagem, não podiam subir um morro ou ter o ar-condicionado ligado sem exaurir a bateria e nenhuma opção para garantir a volta para casa no caso de a bateria ficar sem carga'', diz Robert A. Lutz, vice-presidente do conselho da GM. ''O Volt é uma nova espécie de veículo elétrico. Ele resolve a questão da autonomia e tem espaço para os passageiros e seus pertences. Você pode subir um morro ou ligar o ar-condicionado sem se preocupar'', acrescenta.
O Volt pode ser totalmente reabastecido se ligado a uma tomada de 110 volts por cerca seis horas por dia. Quando a bateria de lítio-íon está completamente carregada, o modelo tem autonomia de 64 quilômetros na cidade, operando de forma totalmente elétrica. Quando a bateria está descarregada, um motor turbo de 1.0 litro e três cilindros gira em velocidade constante para criar eletricidade e recarregar a bateria, proporcionando uma autonomia de até 1.000 quilômetros.
O Volt foi projetado para rodar com o E85, um combustível que mistura 85% de etanol e 15% de gasolina. Com ele, a economia de 62 km/l corresponderia a mais de 217 km/l de gasolina.
Caso um motorista se esqueça de carregar o veículo ou viaje de férias, o Volt ainda pode fazer 20 km/l usando o motor que converte gasolina em eletricidade, estendendo a sua autonomia para 1.029 quilômetros, mais que o dobro dos veículos convencionais de hoje.
Os veículos do futuro necessitam ser desenvolvidos com base em uma nova arquitetura de propulsão com eletricidade em mente. O Volt é o primeiro veículo projetado em função do Sistema E-flex da GM. ''É por isso que também temos uma variação do Volt com uma célula de combustível alimentada por hidrogênio, além de um motor a gasolina extensor de alcance'', disse Jonathan Lauckner, vice-presidente do Global Program Management da GM.
Segundo ele, outra possibilidade é um motor a diesel movendo o gerador para criar eletricidade, usando biodiesel. ''Além disso, um motor a gasolina que usa etanol 100% pode ser adicionado. Enfim, todas essas alternativas são possíveis no sistema E-Flex'', salienta.
Sistema E-flex
O sistema E-Flex da GM possibilita vários sistemas de propulsão em um único chassis, usando o acionamento elétrico para ajudar o mundo a diversificar suas fontes de energia e adotar a eletricidade comum como uma dessas fontes.
Ainda que a propulsão mecânica vá ser usada por muitas décadas, a GM entende que há mercado para várias formas de veículos elétricos, incluindo células de combustíveis e veículos elétricos que utilizam gasolina e diesel para aumentar a autonomia. Com o novo conceito E-flex, a GM pode produzir eletricidade a partir de gasolina, metanol, biodiesel ou hidrogênio. ''Podemos adequar a propulsão para atender às necessidades específicas e à infra-estrutura de um determinado mercado. Por exemplo, alguém no Brasil pode usar 100% de etanol para alimentar um gerador de motor e bateria. Um consumidor em Xangai pode obter hidrogênio e criar eletricidade em uma célula de combustível. Enquanto isso, um consumidor na Suécia pode usar madeira para produzir biodiesel'', conclui Lutz.

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