Volkswagen terá queda de 15% nas vendas deste ano
Agência Estado
A Volkswagen do Brasil vai encerrar o ano com faturamento de US$ 6,8 bilhões, o que representa uma queda de 15% em relação a 1998. A maior montadora do País também registrará prejuízos, após cinco anos consecutivos de resultados positivos.
A empresa também anunciou que vai antecipar a saída de 2.000 trabalhadores aposentados para o próximo ano. Metade sairá em janeiro e metade durante o ano. A saída deles estava inicialmente prevista até 2001, mas a montadora ofereceu benefícios extras para antecipar o desligamento voluntário.
Em novembro, um grupo de 1.000 aposentados já havia deixado a companhia, que hoje emprega 28 mil trabalhadores, dos quais 17.600 na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo, que concentra a maioria do pessoal que será afastado.
O presidente da Volkswagen, Herbert Demel, disse que o balanço negativo é resultado da queda das vendas, que chegará a 18% nos veículos da marca, e ao mix de produtos, mais voltado para os carros populares. Segundo ele, 65% das vendas de automóveis foram de modelos mais baratos, que dão menos lucro.
As vendas, incluindo caminhões e ônibus vão totalizar 370 mil unidades. Para 2000, Demel prevê um crescimento de 8% por conta de uma possível melhora da economia. A companhia trabalha com previsão de crescimento de 3% a 4% do Produto Interno Bruto (PIB). As exportações, que somaram 50 mil unidades, devem saltar para 65 mil no próximo ano.
Além do Mercosul, a Volkswagen deverá conquistar novos mercados, incluindo os Estados Unidos, para onde está negociando o envio do Golf fabricado em São José dos Pinhais (PR).
O vice-presidente de Vendas e Marketing, Miguel Barone prevê para este mês a venda de 90 mil veículos no mercado total e a Volks deverá responder por cerca de 32% dos negócios.





