VOLKSWAGEN JETTA Esportivo, agressivo e sofisticado
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de agosto de 2006
Da Redação 
Um automóvel disposto a alterar todas as referências de esportividade, tecnologia, sofisticação, segurança e conforto do mercado brasileiro. Esse é o Volkswagen Jetta, equipado com o moderno motor de 5 cilindros, 2,5 litros e 150 cv de potência e transmissão automática Tiptronic de seis marchas, que vem reforçar ainda mais a atuação da marca alemã no segmento de sedãs médios de luxo. Com a chegada do Jetta, a VW realça seu leque de ofertas de carrocerias três volumes, que já é composta pelos modelos Polo Sedan, Bora e Passat.
Voltado para o consumidor das classes A e B, o segmento de sedãs médios de luxo, conhecido com ''A Notch Premium'', é um nicho de mercado que vem sendo bastante explorado pelas montadoras. Os principais adversários do Volkswagen Jetta são as versões top de linha de Chevrolet Vectra, Ford Fusion, Honda Civic, Renault Mégane Sedan, Toyota Corolla e Peugeot 307 Sedan.
O Jetta que o consumidor brasileiro passa a conhecer a partir de setembro, quando o modelo fará sua estréia efetiva no mercado nacional, é produzido na planta de Puebla, no México. Ele está na sua quinta geração e foi apresentado oficialmente ao público em janeiro de 2005 durante o Salão do Automóvel de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Aliás, é em território norte-americano que o Jetta encontra seu maior sucesso, pois, desde seu lançamento, em 1980, acumulou vendas de 2,2 milhões de unidades, o que representa 40% das vendas da Volkswagen naquele país. É o melhor resultado de um modelo importado nos Estados Unidos. O posicionamento de preços do novo sedã, que ocupará uma lacuna entre o Bora e o Passat, deverá contribuir para alavancar o sucesso nas vendas.
Com porte adequado à proposta a que se destina, o Jetta possui 4.554 mm de comprimento - ou 182 mm maior que a geração anterior. Sua largura é de 1.781 mm, o que se traduz na segunda maior de sua categoria. Esse dado caracteriza, inclusive, o elevado espaço para ombros do banco traseiro do carro, onde três adultos acomodam-se com extrema facilidade. Já o porta-malas, com capacidade para 527 litros, possui a façanha de ser um dos maiores de seu segmento.
Pitadas esportivas
O motor do Jetta será, certamente, um dos grandes diferenciais do sedã em um segmento que é competitivo, mas carente de uma receita mais apimentada de desempenho. O propulsor de 2.480 cm3 - a maior cilindrada dentre seus concorrentes - é montado transversalmente, possui cinco cilindros e 20 válvulas, com duplo comando no cabeçote com sistema de fluxo cruzado (admissão de um lado e escape do outro). Essa característica acentua a fluidez dinâmica dos gases, aperfeiçoando seu funcionamento e elevando rapidamente a obtenção de potência e torque. Tanto que rende 150 cv a 5.000 rpm de potência máxima e 228 Nm (23,27 kgfm) a 3.750 rpm de torque máximo.
Além de garantir uma das maiores potências de seu segmento, o Jetta possui uma alto valor de torque máximo, que é obtido em uma faixa intermediária de rotações (3.750 rpm). Segundo João Alvarez, gerente executivo de Powertrain da Volkswagen do Brasil, ''a vantagem do Jetta em relação aos rivais consiste na entrega de um alto torque já desde as baixas rotações'', explica. Esse temperamento acentua a boa marca de aceleração de 0 a 100 km/h do Jetta, feita em 9,6 segundos, a melhor performance entre seus competidores. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 205 km/h.
Mas é no câmbio de seis marchas - todos os adversários do Jetta possuem transmissões de 4 ou 5 velocidades - que o sedã mexicano revela seu dote esportivo. Quando o motorista está acima de 100 km/h em uma rodovia de mão dupla e pisa fundo para realizar uma ultrapassagem, os outros carros reduzem de 5 para 4, ou de 4 para 3. Como as relações de transmissão são longas, a manobra é mais lenta. Já o Jetta, neste mesmo exemplo, por ter melhor escalonamento em função das relações mais curtas, reduz de 6 para 4 ou 3, garantindo uma ultrapassagem bem mais rápida.


