São Paulo - Entre as três maiores montadoras que disputam a liderança em vendas no mercado brasileiro, a Volkswagen foi a única a registrar crescimento no primeiro trimestre. A marca vendeu 8,5% a mais ante igual período de 2008, enquanto as concorrentes Fiat e General Motors caíram 1,9% e 9,1%, respectivamente. Com base nesse desempenho, que deverá ser reforçado no segundo semestre com o lançamento de dois carros inéditos, a empresa espera voltar à liderança do mercado brasileiro no mais tardar em 2010.
No segmento de automóveis, a Volks já lidera as vendas há seis meses, resultado puxado especialmente pelas vendas do novo Gol e do Voyage. Na soma com os comerciais leves, ainda está em desvantagem, com 1,6 mil unidades atrás da Fiat. A companhia espera distanciar-se da rival com o lançamento, no segundo semestre, da substituta da Saveiro, por enquanto chamada de Arena.
A Volkswagen não ocupa o topo do ranking de vendas desde 2001. A marca alemã também vem se destacando no mercado mundial. Segundo a consultoria R.L. Polk Germany, o grupo ocupará ainda este ano a posição de segunda maior fabricante mundial de veículos, desbancando a GM, que perdeu a primeira colocação em 2008 para a Toyota.
Em plena crise, que deve resultar num encolhimento de vendas de 110 mil unidades só no Brasil, a Volkswagen opera com 93% da capacidade instalada das quatro fábricas no País. ''O Brasil hoje é foco da matriz, junto com a China'', diz o presidente da Volkswagen no País, Thomas Schmall. O mercado local responde por 16% das vendas da marca, atrás da China, com 30%, e da própria Alemanha, seu maior mercado.
Na estratégia de recuperar a liderança mantida por 42 anos antes de ser desbancada pela Fiat, a Volks reservou 16 lançamentos para este ano, ante 12 em 2008. Cinco já foram feitos, entre modelos importados e versões com novas tecnologias. Para a segunda metade do ano, a empresa reserva, além da nova Saveiro, mais um carro inédito, diz Schmall, sem dar detalhes. ''Na crise é que se deve antecipar lançamentos'', defende.
O executivo acredita que o segundo semestre será mais fraco que o primeiro. Em junho, termina o prazo de prorrogação do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e ele não conta com nova renovação.
Na opinião de Schmall, se as condições de financiamento voltarem aos níveis de antes da crise, é possível que as vendas totais do mercado brasileiro fiquem entre 2% a 5% menores que em 2008. Do contrário, podem cair de 12% a 15%. No primeiro trimestre, a Volks vendeu 151,7 mil carros e comerciais leves, com 23,6% de participação no mercado. A Fiat ficou com 23,8% (152,7 mil unidades) e a GM com 19,2% (123,3 mil).

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